Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
LEMBRANÇA

Flores, orações e lágrimas de saudade marcam Dia dos Finados em cemitérios

Manhã deste sábado (2) foi de movimentação intensa para homenagear entes queridos; expectativa é que, até o final do dia, mais de 600 mil pessoas passem pelos seis cemitérios da capital



WhatsApp_Image_2019-11-02_at_11.15.56_DBC8D40E-3358-406B-8A6C-E953A46339BB.jpeg Foto: Euzivaldo Queiroz/A Crítica
02/11/2019 às 13:05

Flores, orações, canções, lágrimas de saudade. Desde cedo o movimento foi grande de parentes e amigos que foram prestar homenagens no Cemitério Nossa Senhora Aparecida (Tarumã), Zona Oeste, neste sábado (2), Dia de Finados. Com tanto movimento, muitos vendedores ambulantes aproveitaram a data para reforçar a renda vendendo velas, vasos de flores, arranjos, água, refrigerante e lanches.

Entre os que reservaram a manhã deste sábado para prestar uma homenagem e aproveitar para fazer uma limpeza no túmulo do ente querido estava a dona de casa Raimunda Neves, 63, e a irmã dela, Maria Siria, 56. Juntas, elas vão ao cemitério em praticamente todas as datas comemorativas para capinar o túmulo da mãe delas, Maria da Graça Marques, facelida há cinco anos.



‘’Vir ao cemitério é uma forma de homenagear quem ainda vive na lembrança. Sempre venho em datas especiais para tirar o mato do túmulo da minha mãe, zelar pela memória dela, que deixou tanta saudade. Ela era aquela típica mãe conselheira e vivia dizendo que criou os filhos para serem felizes’’, disse Raimunda, segurando as lágrimas.

Não muito longe dali, no Cemitério Parque de Manaus (no campo do Cemitério Nossa Senhora Aparecida), um grupo de oito pessoas com sombrinhas cantava músicas religiosas e fazia uma espécie de piquinique. Eram os familiares de Edgar da Silva, falecido há quatro anos. Estavam reunidos a viúva, os filhos, os netos e um genro.

‘’Eu precisaria de um jornal inteiro para falar dele’’, conta emocionada a viúva, dona Licita Barros da Silva, de 77 anos, durante entrevista. “Ele era um homem de muita força e bondade. A felicidade dele era fazer outras pesssoas felizes. Foi um grande marido, pai, amigo’’, recorda.

A médica Elizabeth Barros da Silva, uma das filhas de Edgar, conta que é um hábito a família se reunir semanalmente em torno do túmulo do pai para celebrar a vida dele. ‘’Falar do meu pai é lembrar que a principal lição de vida que ele nos passou de sempre estender a mão ao próximo. Foi um pai dedicado e incentivou todos os filhos a investirem na educação, pois ele sempre nos dizia que era o único bem que ninguém podia nos tirar’’, disse.

Quem foi visitar os túmulos de parentes e amigos aproveitou para participar da missa que foi celebrada em homenagem ao Dia de Finados em uma tenda próximo à administração do cemitério.

A expectativa é de que, até final do dia, pelo menos 600 mil pessoas passem pelos seis cemitérios localizados na área urbana de Manaus.

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Repórter do caderno Cidades do jornal A Crítica. Jornalista por formação acadêmica. Já foi revisor de texto de A Crítica por quatro anos e atuou como repórter em diversas assessorias de imprensa e publicações independentes. Também é licenciado em Letras (Língua e Literatura Portuguesa) pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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