Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019
RELATOS

‘Foi horrível’, diz vizinho que socorreu criança morta em deslizamento em Manaus

Fredson estava saindo para trabalhar, por volta das 5h30, quando ouviu os gritos vindos da residência. Ele entrou na casa, que estava tomada por lixo



ce12a7c2-6dec-4fce-9556-55d9993d913b.jpg A área que aconteceu o deslizamento já havia sido condenada pela Defesa Civil há 10 anos (Foto: Aguilar Abecassis)
01/02/2017 às 11:57

"Foi horrível. Enquanto eu tentava tirar as crianças, os outros seguravam a parede para não cair em cima da mulher", relatou o soldador Fredson Viana Paes, 45, o primeiro morador a socorrer a família atingida pelo deslizamento de terra na manhã desta quarta-feira (1), no bairro Cidade de Deus, em Manaus, onde uma criança de 2 anos morreu.

Fredson estava saindo para trabalhar, por volta das 5h30 quando ouviu os gritos vindos de dentro da residência. "Quando entrei a casa já estava tomada por lixo. A criança ainda estava viva quando tiramos ela da casa, respirando, foi horrível. Mas a gente já previa isso porque essa área já estava condenada há muito tempo", relatou.



O diretor operacional da Defesa Civil de Manaus, Cláudio Belém, disse que foi informado sobre a ocorrência pelo Corpo de Bombeiros. "Assim que soubemos acionamos uma equipe para fazer uma avaliação na área. Já existia uma avaliação e estávamos inclusive fazendo uma parceria com o Estado para uma intervenção nesse local, mas a causa foi pela quantidade de lixo jogada na erosão".

Claudio fez um alerta para moradores que descartam lixo em erosões. "Muitos veem a facilidade em jogar o lixo no buraco mas não sabem o risco que estão correndo. Criando esse volume de material solto na erosão e com chuva forte, encharca o solo, que fica saturado, ocasionando o deslizamento", explicou. Para evitar desastres, Cláudio recomenda que quem more em áreas de risco deixem suas residências em dias de chuva forte e acionem a Defesa Civil.

Uma moradora da área, Rose Farias, 51, disse que os problemas de deslizamento no local são constantes. "Aqui é uma área cheia de mortos e volta e outra acontece isso. A gente liga pra Defesa Civil e nada. Os bueiros são todos destampados, são tantos riscos que corremos quando chove que não tem nem como listar".


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