Publicidade
Manaus
AVALIAÇÃO

'Foi um pocket show', diz Arthur Neto sobre paralisação de 30% dos rodoviários

Motoristas pararam 250 ônibus ao longo do Terminal 1 e proximidades, no Centro de Manaus. O prefeito questionou os objetivos da greve e aconselhou a categoria: "se manquem" 12/07/2018 às 18:02
Show arhur neto
Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

O prefeito Arthur Neto (PSDB) afirmou que a paralisação de 30% da frota de ônibus realizada pelos rodoviários de Manaus na tarde desta quinta-feira (12) foi um “pocket show”. A declaração foi dada por Arthur em coletiva de imprensa após assinar com a Eletrobras Amazonas Energia um Termo de Contrato de Redução do Percentual de Cobrança pela Prestação de Serviços.

Por cerca de duas horas e meia, motoristas e cobradores paralisaram os ônibus de linahs que passam pelo Centro da capital nas proximidades do Terminal 1 (T1). “Foi um showzinho, foi um pocket show. Não sei o que eles querem com isso. O que eles ganham com isso”, afirmou Arthur.

“Ontem, o nosso pessoal negociou bastante com eles. Eles sabem que têm soluções sendo encaminhadas, eles sabem bem disso. Eu fico tão triste com isso. Eles sabem das dificuldades do sistema, mas fazem isso (paralisação) não sei com que objetivo. Cada vez que eles param, entra menos recurso no sistema. Isso prejudica os liderados deles (do Sindicato dos Rodoviários)”, disse.

O Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM) afirmou que a paralisação não havia sido planejada pela entidade, mas ocorreu por vontade própria dos trabalhadores. O ato foi motivado pelos salários atrasados há dez dias e o corte do plano de saúde da categoria.

Arthur Neto também afirmou que com as paralisações e greves, os rodoviários correm o risco de perder seus empregos.

“Querem perder os empregos? Se eles não deixam entrar recurso nas empresas, se eles ficam brincando disso, as empresas acabam demitindo. Eles (sindicalistas) não estão na ativa. Quem está na ativa está prejudicado, pode perder o emprego. Eles (sindicalistas) têm imunidade sindical”, declarou.

O prefeito também tachou o comportamento de motoristas e cobradores da capital de “perverso” e questionou possíveis fins eleitoreiros dos rodoviários. “É muito duro aguentar isso. A palavra que eu dou é: se manquem. Se tão achando que vão eleger fulano de tal, lá deles, não vão. Não é por aí. Esse é o caminho da derrota. Tirem isso da cabeça. Ideia de jerico”, comentou o tucano.

Questionado sobre a possibilidade de se reunir com os rodoviários após o ato desta quinta-feira, Arthur afirmou que a categoria teria conhecimento de sua posição por meio da imprensa.

A paralisação

Motoristas pararam 250 ônibus ao longo do Terminal 1, na avenida Constantino Nery, no Centro, e nas ruas adjacentes, na tarde desta quinta-feira. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e as empresas não foram notificados sobre o movimento. As empresas ainda estão calculando o número de pessoas prejudicadas.

Durante a paralisação, dois ônibus, sendo um da empresa Via Verde e outro da empresa Eucatur foram depredados e dois homens foram presos. A paralisação ocorreu em ônibus das 107 linhas que vem ao Centro de Manaus. Nas demais regiões da cidade o transporte operou normalmente.

Na manhã desta quinta-feira, representantes do Sindicato dos Rodoviários se reuniram na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT) para tratar do pagamento do salário da categoria. As empresas pagaram 50% do salário hoje, e o restante ficou acertado para a próxima terça-feira (17).

“As empresas estão buscando o reestabelecimento de fluxo de caixa suficiente para que todos os compromissos sejam quitados”, afirmou o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges.

Termo com a Eletrobras

Antes da coletiva de imprensa dada por Arthur Neto, o prefeito e a Eletrobras Amazonas Energia assinaram, nesta quinta-feira (12), um Termo de Contrato de Redução do Percentual de Cobrança pela Prestação de Serviços. O documento foi assinado nesta tarde, no auditório da Casa Militar, no bairro Compensa, Zona Oeste.

O termo se refere ao faturamento, arrecadação e cobrança da Contribuição para o Custeio de Serviço de Iluminação Pública (Cosip). Com a redução da taxa por parte da Eletrobras, o município espera economizar e aumentar o investimento na modernização do parque elétrico de Manaus.

“A economia deverá aumentar, em até mil pontos, as substituições das lâmpadas convencionais por LED até o final deste ano, que são mais eficientes, garantem maior luminosidade e segurança. Atualmente, Manaus possui 36% de toda a cidade coberta pelo LED”, afirmou a Prefeitura em nota.

Publicidade
Publicidade