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Fonoaudiólogos do Amazonas protestam por melhores condições de trabalho

Um ato público realizado no centro de Manaus reuniu mais de 150 profissionais de fonoaudiologia 14/08/2013 às 10:19
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Fonoaudiólogos realizam ato público no Centro de Manaus
Bruna Souza Manaus (AM)

Mais de 150 fonoaudiólogos e estudantes do curso de fonoaudiologia se reuniram na manhã desta quarta-feira (14), no Centro de Manaus, Zona Sul, em uma manifestação pacífica que tinha por objetivo reivindicar melhorias nas condições de trabalho. O ato público se concentrou na Praça Heliodoro Balbi (antiga Praça da Polícia) e seguiu até a Praça Antônio Bittencourt (antiga Praça do Congresso).

A manifestação foi coordenada pelo grupo ‘Fonoaudiólogos do Amazonas’, com o apoio do Conselho Regional de Fonoaudiologia. Entre as principais reivindicações da categoria está a diminuição da carga horária de trabalho de 40 horas para 30 horas semanais.

De acordo com um dos representantes do Conselho Regional de Fonoaudiologia, David Lúcio, o projeto de lei que viabilizava a alteração da jornada foi vetado pela presidente Dilma Rousseff e pedem que a proposta seja revista. “Existe uma lei que diminui a carga horária de trabalho de 40h para 30h e essa lei foi vetada pela presidente. Nós queremos que ela aprove essa lei”, destacou David.

Outra reivindicação da categoria diz respeito à manutenção do veto do ato médico, que define que os procedimentos de saúde sejam praticados pelo médico, fato que causou confusão entre enfermeiros e técnicos de enfermagem, nutricionistas e fonoaudiólogo. Ainda segundo David, os médicos querem ter autonomia para exercer a sua especialidade.

“É inadmissível apenas o médico tomar alguns procedimentos que são de outras especialidades. É por isso que passamos anos na academia, para aprender e desempenhar da melhor forma possível os procedimentos. Queremos continuar com a nossa autonomia”, disse.

Os profissionais também reivindicam a aprovação do projeto de lei Saúde +10, que determina a destinação de 10% da verba federal para a saúde pública. A categoria também pediu o aumento no contingente de profissionais nos quadros funcionais da gestão municipal e estadual de saúde. Segundo David, o percentual de vagas não corresponde a 10% da demanda no sistema público, fazendo com que os fonoaudiólogos procurem emprego em empresas do Distrito Industrial ou em consultórios particulares.

A passeata seguiu pelas avenidas Sete de Setembro, Eduardo Ribeiro até a Praça Antônio Bittencourt (antiga Praça do Congresso), onde conversaram sobre possíveis propostas de reestruturação da profissão no Estado. Os profissionais levaram cartazes, pararam em frente aos estabelecimentos comerciais onde cantarolavam uma música de protesto intitulada ‘Prepara que agora é hora dos fonoaudiólogos entrarem em ação’, inspirada no sucesso da cantora Anita.

 

 

 

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