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Fornecimento de energia dos galpões das escolas de samba é suspenso a três dias do desfile

Ligações clandestinas e problemas nos disjuntores foram algumas das irregularidades constatadas durante inspeção da Eletrobras Amazonas Energia, na manhã desta terça-feira, e que levaram à suspensão do abastecimento 05/02/2013 às 19:28
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Galpões são vistoriados pelo CREA-AM
Ana Carolina Barbosa Manaus

A três dias do desfile do Grupo Especial das Escolas de Samba de Manaus, no Centro de Convenções (Sambódromo), os oito galpões que abrigam as alegorias das agremiações, situado no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus, tiveram o fornecimento de energia elétrica suspenso pela Eletrobras Amazonas Energia, na manhã desta terça-feira (05/04), após a constatação de diversas irregularidades, as quais tornam a situação “de alto risco para a segurança” dos que freqüentam o local. 

Conforme comunicado enviado na tarde desta terça-feira (5) à imprensa, a Secretaria de Estado da Cultura (SEC) informa que, embora tenha quitado sem atrasos nos últimos dez anos as contas de luz relativas ao consumo no local, a concessionária decidiu pela suspensão durante inspeção.

Os principais motivos foram: quadros de entrada e disjuntores dos barracões danificados, todas as caixas de energia expostas, ligações irregulares no sistema, conexões de cabos abertas e próximas a materiais como madeira seca, papéis e outros de fácil combustão.

“Diante disso, a Amazonas Energia optou pelo total desligamento no local até a regularização do mesmo, que deve ser feita pelas próprias agremiações”, informa a nota da SEC.

A Amazonas Energia informou que foram constatadas irregulardades em oito unidades consumidoras e ressaltou que o local já havia sido inspecionado antes e que, à época, também foram detectados problemas. A assessoria da empresa não respondeu se as escolas foram notificadas ou multadas e nem se algum prazo foi estabelecido para as adequações. Os galpões reunem grande parte do material utilizado para a produção de alegorias apresentadas no desfile de Carnaval.

A equipe de acritica.com tentou contato com a Associação do Grupo Especial das Escolas de Samba de Manaus (Ageesma) pelo número do presidente, Elimar Cunha (91XX-XX40), mas não obteve sucesso.

O presidente da Escola de Samba Aparecida, Luiz Pacheco, disse que o prejuízo gerado com a medida é incalculável. “Neste momento, a três dias do desfile, estamos sem energia aqui. (A suspensão) foi um ato arbitrário. Nós não recebemos notificação nenhuma. A SEC, proprietária dos barracões, diz que não recebeu, e simplesmente, a Amazonas Energia veio aqui e desligou (a energia). 

Já a assessoria da Reino Unido da Liberdade informou que a diretoria de escola está em busca de geradores que auxiliem na conclusão dos trabalhos. Neste momento, técnicos da Eletrobras Amazonas Energia estão no local avaliando a situação.

A assessoria da Grande Família frisou que para a escola o episódio também traz prejuízos, uma vez que falta pouco para o desfile e as agremiações estão trabalhando nos detalhes das alegorias nesta fase. "Como fazer isso sem iluminação? Já foi o problema do atraso no repasse de verbas e agora temos que enfrentar mais essa. Se continuar sem energia, algumas escolas vão ter muitos problemas pra fazer um bom desfile no próximo sábado", afirmou em nota a Grande Família.



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