Sábado, 24 de Julho de 2021
Chuva

Forte chuva afeta o trânsito e invade o comércio na Saldanha Marinho

Segundo os lojistas, dois carros que estavam estacionados na rua chegaram a ficar submersos, mas não havia ninguém dentro dos veículos



arlesson_403BD21F-79B6-4C5E-B018-E4C9D1903770.JPG Foto: Arlesson Sicsú
14/06/2021 às 19:22

A forte chuva da tarde desta segunda-feira (14), afetou os comerciantes do Centro de Manaus, a rua Saldanha Marinho, foi uma das principais afetadas. A Alagação no local, se deu por causa da cheia do rio e dos buracos destampados, começando por volta das 15h, deixando lojas e carros inundados. 

O trânsito no local esteve interditado por 30 minutos, tempo em que a chuva amenizou. Segundo os lojistas, dois carros que estavam estacionados na rua chegaram a ficar submersos, mas não havia ninguém dentro dos veículos.



A comerciante, Luciane Silva de 37 anos, relatou que a alagação na rua Lobo D’almada e rua Saldanha Marinho acontece com frequência. Acredita que cheia dos rios deste ano, é um fator que contribui para a atual situação. 

“Quando tem uma chuva mais intensa, ela não precisa ser muito longa, em questão de minutos alaga tudo. Como os bueiros aqui estão nessa situação de entupimento e, ainda tem a enchente, os buracos enchem super rápido”, disse Luciane. 

A maioria dos comerciantes dessa região sofrem neste período de fortes chuvas, cujo a maioria das lojas, possuem formas de proteção da água, como contenção na frente, mas mesmo assim, acontece de a água entrar no local. Alem disso, muitos carros são alagados, tanto de clientes como de funcionários. 

Joaquim Barreto, 60 anos, é um dos mais afetados nesse período. Já perdeu a conta de quantas vezes seu comércio foi inundado e, de quantas vezes pediu auxílio do poder público e não foi atendido. 

“Cheguei a chamar todas as autoridades possíveis e, nunca tive retorno, ninguém vem. É um grande sofrimento aqui, já pensei várias vezes em sair, ninguém aguenta essa situação, ninguém me avisou que essa região era assim”, informou. 

Há 11 meses no local, Joaquim teve que construir uma escada para amenizar os danos causados. “Eu tenho um grande relatório de prejuízos desde agosto, instalei essa escada, o que melhorou no quesito da alagação, mas ao mesmo tempo perdi inúmeros cliente, por exemplo, uma senhora idosa, não vai conseguir subir toda essa altura”, completou.

Repórter de A Crítica

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