Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
Manaus

Fórum sobre bikes reúne ativistas do ciclismo

Embora tenha reunido palestrantes adeptos do movimento, participantes em Manaus foram sem as ‘magrelas’ para evento



1.jpg Pedaleiros se reuniram neste domingo(25), no Centro, para percurso de encerramento do 2º Fórum de Bicicletas de Manaus
26/08/2013 às 08:55

Sob o tema “bicicleta: mobilidade e cidadania”, o 2º Fórum de Bicicletas Manaus, promovido pelo Movimento Pedala Manaus, trouxe vários ativistas do ciclismo para contar a experiências modal de transporte urbano no Brasil, durante o fim de semana, no auditório Belarmino Lins, na Assembleia Legislativa do Estado (ALE). Porém, poucos participantes compareceram ao evento de bicicleta. Eles tiraram as ‘magrelas’ de casa somente no domingo de manhã, para o encerramento do Fórum, que foi feito com uma pedalada de 16km, saindo da praça Antonio Bittencourt (antiga Praça do Congresso) rumo às principais vias do Centro

Os ciclistas de Manaus exigiram do poder público campanhas de educação no trânsito e planejamento urbano para ampliar a malha cicloviária da cidade, que em breve receberá uma ciclovia com 14 km de extensão, no percurso do Boullevard Álvaro Maia-Ponta Negra. O diretor-presidente do Instituto Municipal do Planejamento Urbano (Implurb), Roberto Moita, garantiu que as obras da ciclovia começam ainda este ano. Nos próximos quatro anos, a Prefeitura pretende construir 80 km de ciclorrotas.

Cidades brasileiras como o Rio de Janeiro, que terá 450 km de ciclovia até 2014, São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Sorocaba (SP) já são referências quando o assunto é pedalada, segundo um dos coordenadores do Pedala Manaus, o engenheiro Paulo Aguiar, que abandonou o carro há três anos, quando decidiu participar do movimento. “O Pedala é um movimento que luta pela bike como meio de transporte, não se esquecendo do lazer e do esporte. Temos percebido que o poder público está muito mais próximo do ciclista do que antes. A gente percebe uma disposição da Prefeitura de implantar infraestrutura cicloviária. É muito pouco perto da necessidade existente, mas já é um caminho”, comentou.

Experiências

Entre os palestrantes estava Fernando José Lobo, cicloativista, fundador e presidente da Associação Transporte Ativo, que contou a experiência do Rio de Janeiro, cidade que melhorou o comportamento de condutores e ciclistas nos últimos 10 anos. “A gente quer que as pessoas conheçam o potencial da bicicleta porque se elas conhecerem, elas vão querer usar. E se não usar, respeitem quem usa. A gente caminhou bastante, mas há muito a ser feito. O Rio de Janeiro vem planejando isso desde 1992. Já temos 304 km de infraestrutura cicloviária”.

A apresentadora do programa “Aventuras com Renata Falzoni”, da ESPN Brasil, foi outra palestrante que animou o 2º Fórum de Bicicletas Manaus. Ativista e adepta do ciclismo como estilo de vida, Renata já viajou por 27 países fazendo matéria sobre o esporte. “A Internet está ajudando muito a comunicação entre ciclistas e ativistas, está existindo difusão de um trabalho muito maduro de fazer a contagem e fazer documentos para subsidiar o poder público. O fato não é você investir no viário, mas investir para pessoas nas calçadas e estruturação cicloviária”, disse.

Debate

O presidente da Associação Transporte Ativo, José Lobo e o diretor do Instituto de Pesquisa e Planejamento urbano de Curitiba, Antonio Miranda, também participaram do evento como palestrantes. A proposta do debate é discutir alternativas de transportes, individuais e coletivos, para uma cidade com mais opções de ciclovias.

PM deverá dar o exemplo

Quem deverá dar o exemplo ao usar a bicicleta durante a atividade diária é a Polícia Militar. Durante o evento, a corporação apresentou um projeto encabeçado pelo aspirante Oficial PM Vieira, que promete colocar o policial sobre duas rodas. A programa foi elaborado a partir da tese de conclusão de curso dele, Bacharel em Segurança Pública pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O projeto tem o apoio do Comando da PM e patrocínios de empresas como Office Bike (loja especializada em produtos para ciclistas) e UBC (empresa alemã fabricante das bicicletas fixas Coren), além da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

O oficial PM afirmou que já foi ciclopatrulha foi durante dois anos em João Pessoa, cidade natal dele. Agora, ele está coordenando a implantação da idéia em Manaus. “Já tentaram implementar aqui, mas não havia dado certo porque não havia capacitação profissional, fardamento e material adequado para ser utilizado”, disse.

Segundo o policial, o estudo foi feito e adaptado para a situação de Manaus, levando em consideração, principalmente as condições climáticas da região. Exemplo disso é a adoção de roupas de tecidos leves, bermuda, tênis e boné como fardamento da corporação que deverá participar do projeto. A ciclopatrulha permite, segundo ele, aproximação com a sociedade nos mesmos moldes de uma polícia comunitária. “Todos vão querer saber como funciona, acham interessante, diferente e necessário”, ressaltou.

Segundo ele, os policiais militares ficarão divididos em três turnos de seis horas, durante a fase experimental, que vai depender do interesse da polícia efetivar, uma vez que a PM enfrenta, hoje, déficit no número de policiais. Em um primeiro momento, eles ficarão na Ponta Negra, mas poderão chegar a atuar em outras áreas da cidade, conforme a as ciclovias forem se expandido.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.