Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
QUE HORA, MADURO!

Fronteira com Venezuela fecha e amazonense perde a própria festa de casamento

Amazonense estava em férias na Venezuela e não conseguiu voltar ao País graças ao bloqueio; festa seria realizada na tarde de hoje, em Manaus



15/12/2016 às 13:23

O microempresário Raynilson Rocha, 27, realizaria um dos maiores sonhos da vida na tarde desta quinta-feira (15). Ele ouviria e responderia o sim da noiva - isso se  tivesse conseguido retornar à Manaus da viagem de férias que fez com mais cinco amigos para Venezuela. Porém, desde a última terça-feira (13), o amazonense, assim como muitos outros brasileiros, estão impedidos de retornar para o país por meio da fronteira de Pacaraima (RR).

A fronteira está fechada desde a  última terça-feira, por decisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A medida política acabou com os planos do casal.

Desde julho, Raynilson e a noiva vinham se preparando para o  “grande dia”. A cerimônia estava agendada para as 12h e seria em um local mais reservado para a família e os mais chegados dos noivos. Com o sonho virando uma grande confusão, a moça. que não quis ter o nome divulgado, nem quis se pronunciar sobre o assunto. Raynilson só deseja conseguir retornar para o país e poder conversar com a noiva e decidir quais os próximos passos da relação e reorganizar novamente o casamento.

O microempresário contou que é acostumado com essa viagem. Sempre visita o país vizinho com a família e amigos. A viagem, assim como o casamento,  também vinha sendo planejado há alguns meses, pois levaria pela primeira vez o sócio da própria empresa para conhecer Venezuela. “Acabou que meu sócio passou por um imprevisto e não teve como vir, mas como tínhamos reservado o hotel e toda a programação da viagem estava paga, reunimos alguns amigos e a família para viajar”, relatou.

Raynilson viajou em um carro com o irmão Rainey Rocha, 32, com os amigos Alexsandro Aguiar, 24, Carlos Alan Negreiros, 25 e Júnior Tiago de Paula, 33. Eles passaram pela fronteira no dia 5 de dezembro. “A viagem foi tranquila, mas não imaginávamos que teríamos esse problema quando fosse retornar. Como temos contatos aqui em Venezuela estamos conseguindo nos manter, mas há brasileiros em situações mais crítica, sem dinheiro, sem alimentação e sem nenhuma atenção ou assistência”, contou o noivo.

O microempresário informou que eles, assim como também os demais brasileiros que estão retidos no posto da fronteira, chegaram a procurar o próprio consulado, mas não tiveram nenhum retorno. “Estamos sem saber o que fazer, não estamos tendo assistência e a situação é bem preocupante. Encontrei até uma brasileira grávida de sete meses no consulado que estava pedindo ajuda, pois a gravidez dela era de risco. Mas assim como os demais, essa moça também não teve retorno”, detalhou.

Saiba mais

O posto fronteiriço com a cidade de Pacaraima está temporariamente fechado desde o dia 12 de dezembro por determinação do governo venezuelano. Este fechamento foi um das medidas anunciadas pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para ser feito a retirada de circulação de uma das células com maior circulação no país. Neste caso, a nota de 100 bolivares.  Conforme o Ministério das Relações Exteriores, a previsão é que a fronteira fique fechada até esta sexta-feira (16).                       

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