Sábado, 20 de Julho de 2019
Manaus

Frutas variadas e com valores agradáveis colorem as ruas de Manaus

No trânsito ou nas feiras, a oferta é vasta e os preços atraentes também aumentam as vedas



1.gif Nas bancas espalhadas pelas ruas da capital é possível encontrar frutas ‘raras’
14/05/2013 às 07:50

Que as vitaminas e os minerais encontrados nas frutas são indispensáveis para o desenvolvimento do corpo humano, ninguém duvida. Mas, mesmo assim, elas nem sempre estão na preferência do cardápio do manauense, segundo a nutricionista Marcela Ribeiro. Costume que, no que depender dos vendedores ambulantes, já está mudando.

E olha que, em Manaus, as frutas podem ser encontradas, literalmente,  em qualquer esquina. Das mais variadas espécies, elas são vendidas a preços “promocionais” enquanto colorem os cruzamentos das principais avenidas, nas feiras e nos quiosques espalhados pela cidade. As mais procuradas são as frutas da estação colhidas quando maduras, reflexo da exposição intensa ao sol. Essas estão sempre em boas condições e são mais abundantes, o que força a baixa dos preços.

Em Manaus, além de se encontrar frutas para comprar com facilidade, elas também podem ser encontradas nos quintais das casas na zona urbana e ainda nos sítios na zona rural. Quem passa pela avenida André Araújo, no bairro do Aleixo, Zona Centro-Sul, encontra uma variedade de frutas, como abacaxi, maracujá e mamão. Os vendedores chegam cedo e arrumam os produtos de forma a atrair quem passa.

Logo na esquina com a rua Gabriel Gonçalves, o vendedor de frutas Felipe Oliveira, 27, transita entre os carros oferecendo sacolas com maracujá e mamão, ao preço de R$ 5, cada. Ele diz, que diariamente, vende 50 sacolas de frutas no período de 7h até as 13h. Por serem frutas da estação, elas estão com o preço mais baixo, o que atrai os clientes, a maioria motoristas. Há dois meses, Felipe oferecia aos clientes cinco unidades de abacaxi a R$ 5.

Na mesma avenida, na esquina com a rua Umberto Calderaro Filho, há maior variedade de frutas regionais, algumas exóticas, como a sapota e o abricó, que eram comuns em feiras e mercados e cultivadas nos quintais dos antigos casarões da Vila Municipal. Há ainda o mamão, o abacaxi e a laranja. Vendedores penduram as sacolas nos galhos da frondosa jaqueira para chamar a atenção.

Além do maracujá e o mamão, ainda é possível encontrar frutos que estão no final de época, como o tucumã e o abacaxi. Franciney Ferreira Lima, 30, trabalha vendendo frutas  há mais de 20 anos e diz que “vende tudo” com uma dose de paciência e simpatia.

Feiras ainda oferecem vantagens

Para quem procura variedades, frutas frescas e preço baixo, a melhor opção ainda são as feiras e mercados. Na feira da Sepror, localizada na avenida Torquato Tapajós, Zona Norte, é possível encontrar frutas  em melhores condições e com  baixos preços, já que elas são comercializadas pelos próprios produtores. Elas são cultivadas dos municípios da Região Metropolitana e algumas chegam ao consumidor no mesmo dia em que são colhidas.

O agricultor Gilberto Moraes traz laranjas do sítio localizado no Município Rio Preto da Eva. Segundo ele, uma sacola com 50 frutos está sendo vendido por R$ 10.

O produtor Cosmo Souza Bezerra, 49, traz o abacaxi e o mamão da Vila do Engenho, em Itacoatiara. Ele diz que as frutas não cultivadas com técnicas agrícolas que garantem a qualidade e o sabor original. “Pode comprar, eu duvido que você vá encontrar coisa melhor”, desafia o vendedor.

Embora no final da safra, ainda é possível encontrar cupuaçu na feira da Sepror. Sebastiana Braga, 45, diz que está vendendo o que resta da produção de um sítio em Presidente Figueiredo. “Eles estão pequenos, mas estão bons. O que não conseguir vender vou tirar a polpa e congelar”, diz.

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