Quarta-feira, 08 de Abril de 2020
INVESTIGAÇÃO

Funcionária do Detran é presa suspeita de integrar quadrilha de roubo de motos

Ela foi presa com outras quatro pessoas na operação 'Delivery'; segundo delegado, ela fornecia CRLV em branco para 'legalizar' as motos



WhatsApp_Image_2017-09-02_at_10.13.47.jpeg Quadrilha foi apresentada na manhã de hoje (Foto: Gilson Mello)
02/09/2017 às 10:57

Depois de dois meses de investigação, cinco pessoas foram presas suspeitas integrar uma quadrilha especializada em roubo e adulteração de motocicletas no estado do Amazonas e Pará, durante a operação ''Delivery'. Entre os envolvidos, segundo o titular da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de veículos, Pericles Nascimento, está uma funcionária do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran/Am).

Conforme Pericles, Fátima Mesquita Picanço dos Santos, 50, fornecia cédulas em branco de certificados de registro e licenciamento de veículos (CRLV) para os suspeitos transportarem e até comercializarem, motos que foram  roubadas em Manaus. 



"Ela vendia cada documentação por R$ 100 reais para o grupo. Em seguida, o chefe do bando transportava as motos privadas  em balsas para a cidade Santarém, no Pará", disse. 

A suspeita foi presa na tarde de sexta-feira (1º), no município de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), enquanto trabalhava. O diretor presidente do Detran, Leonel Feitoza disse que aproximadamente duas mil cédulas de CRLV foram furtadas do interior do estado, nos últimos seis meses. 

"Nós começamos a monitorar todos os lotes dessa documentação que saia do Detran para chegar no interior. Foi apontado furto do material em Rio preto da Eva, Presidente Figueiredo, alem de Manacapuru", explicou. 

O chefe da quadrilha, conforme a DERFV, era José Romulo Ferreira da Silva, 26. O delegado da especializada explicou que o suspeito recebia as motos roubadas e realizava o serviço de adulteração de chassi. Em alguns serviços ele ia até a casa do 'cliente' para fazer o serviço, que custava de R$ 500 a mil reais. 

"Por isso que a operação se chama delivery. Eles chegou a lucrar mais de 100 mil reais em dois meses. Nós começamos a investigar depois que a DERFV recuperou, em Santarém, 71 motos roubadas de Manaus", disse o delegado, que explicou também que o suspeito estava em Santarém quando foi preso na última sexta-feira. 

Assim como Fátima e Jose, outros dois integrantes foram presos através de ordens judiciais expedidas no dia 31 de Agosto pelo juiz Alberto Albuquerque, da 1ª Vara criminal. David da Silva Rocha, 41 e o despachante Isaac Sahdo Neto, 64, foram presos durante a semana. Já Edson Santana Tavares, 28, foi preso em flagrante durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa dos suspeitos. 

Os cinco suspeitos foram indiciados por associação criminosa. José responderá também por adulteração de sinal identificador de veículo automotor, falsificação de documento público e falsificação.


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