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Manaus
DIA DOS PAIS

[GAVETA] Funcionária pública acusa tio de violência doméstica em festa de família

Mulher afirma que levou um soco na boca durante comemoração do Dia dos Pais. Acusado negou a agressão e um BO contra a sobrinha dele também foi registrado 13/08/2018 às 19:20 - Atualizado em 13/08/2018 às 21:24
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Mulher registrou o caso no 12º DIP
Amanda Guimarães Manaus (AM)

A funcionária pública Caroline Marques Bastos, de 38 anos, denunciou nesse domingo (12) o tio dela, Paulo Ernesto Alencar Bastos, de 50 anos, por agressão física durante uma festa de família na casa dos avós, em Manaus. A mulher alega que levou um soco na boca após ser impedida de comer churrasco. Procurado pela reportagem,ele negou a agressão. Um boletim de ocorrência contra a funcionária pública também foi registrado, no 21º Distrito Integrado de Polícia (DIP). 

Segundo Caroline, a discussão que culminou na agressão física do tio contra a sobrinha aconteceu por comida. Segundo ela, Paulo, que é empresário, impediu que a vítima se servisse de churrasco em uma programação alusiva ao Dia dos Pais.

"Houve uma discussão por causa do churrasco. Fui me servir e ele não deixou. Não queria que pegasse nos talheres, não queria que me servisse, não queria nem me servir. Na ocasião, ele disse que estava pagando o churrasco e começamos a discutir. A minha tia me segurou e ele me deu um soco na boca", relatou a funcionária pública.

Após a agressão, Caroline conta que tentou revidar o soco contra o tio, mas acabou sendo segurada pela própria tia e irmã do empresário. De acordo com a funcionária pública, outros familiares e conhecidos presenciaram a agressão, mas não tiveram nenhuma reação.

"Fiquei mais decepcionada pela forma que aconteceu essa violência doméstica, porque depois dele ter me dado o soco, tentei me soltar e não consegui. Fiquei 'encarcerada' na casa dos meus avós até que ele saísse de lá. Não me deixaram sair. Era um evento de família, em comemoração ao Dia dos Pais, outros familiares e conhecidos estavam", explicou.

Caroline afirma que não foi a primeira vez que foi agredida pelo tio e diz que, em 1993, quando ela tinha 13 anos, e a irmã, 14 anos, ambas foram vítimas de violência doméstica. 

"Quando tinha 13 anos, fiz uma denúncia ao S.O.S Criança por ele ter desferido socos e chutes contra mim e minha irmã. Os anos se passaram e ele continuou me agredindo, mas de forma verbal e emocional. Eu achava que a Lei Maria da Penha se tratava apenas de cônjuges, mas descobri ontem que abrange qualquer violência contra a mulher", comentou.

A funcionária pública registrou o caso no 12° Distrito Integrado de Polícia (DIP) e fez exame de corpo e delito no Instituto Médico Legal (IML). O laudo deve ficar pronto em um prazo de 30 dias. "Procurei a polícia assim que sai da casa do meus avós. Fiz o exame e o resultado deve sair em um prazo de 30 dias. Mas enquanto isso, estarei me protegendo como posso. Hoje vou na Delegacia da Mulher pedir uma medida de proteção", completou.

Empresário nega

Por telefone, o empresário Paulo Ernesto Alencar Bastos negou para a reportagem que tenha agredido a sobrinha. "É totalmente mentira. É totalmente inverídico. Ela me agrediu", afirmou ele, que também registrou um boletim de ocorrência, no 21º DIP, contra a sobrinha. Paulo e a irmã, de nome não revelado, sustentam, na comunicação à polícia, que Caroline arremessou uma tigela de vidro em direção ao empresário, atingindo-o. A irmã de Paulo, segundo o relato, tentou segurar Caroline, que segundo o BO passou a desferir socos nos braços da tia. Segundo o relato policial, ambos apresentavam marcas vísiveis de agressão.

As investigações sobre o fato serão transferidas para o 16º DIP, de acordo com a Polícia Civil.  

 

 

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