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Manaus
UMANIZZARE

Agente que repassou informações a preso do Compaj responderá em liberdade

O funcionário da Umanizzare participou de uma audiência de custódia no domingo (15) no Fórum Ministro Henoch Reis. Nela, o magistrado decidiu que, por falta de materialidade no flagrante, o agente responderá em liberdade 16/01/2017 às 15:48
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Funcionário foi preso na noite do último sábado (14). Foto: Arquivo AC)
acritica.com Manaus (AM)

Nos dias 14 e 15 de janeiro foram realizadas audiências de custódia com 19 pessoas no Fórum Ministro Henoch Reis, na Zona Sul de Manaus, apresentadas aos juízes de plantão pela polícia após prisão em flagrante.  Um dos casos analisados no domingo (15) foi do agente penitenciário que teria violado o sigilo funcional e repassado informação a um preso sobre a segurança do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) antes da rebelião do dia 1º de janeiro. 

O processo está na fase de inquérito policial e na audiência de custódia o magistrado decidiu que, por falta de materialidade no flagrante, o agente responderá em liberdade. 

O homem, que é funcionário terceirizado da empresa Umanizzare Gestão Prisional Privada, foi preso, por policiais militares que atuam no Compaj, no momento em que estava trabalhando. O nome do funcionário não foi divulgado.

Na época, o diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), delegado Juan Valério, disse que o funcionário era suspeito de repassar informações sigilosas ao interno do Compaj. “Na apuração dos fatos, o agente repassou informações preciosas e sigilosas sobre o quantitativo de agentes e policiais nas guaritas e no portão operacional, o P3. Esse local é estratégico para uma possível rebelião e onde se guarda todo material necessário ao normal funcionamento da penitenciária”.

Quantitativo do fim de semana

No domingo (15) no Fórum Ministro Henoch Reis foram ouvidas 12 pessoas, de dez processos, com a liberação de quatro pessoas e conversão em prisão preventiva de outras oito.  Os casos trazidos ao Judiciário tratavam de prisão por furto, porte de arma, violência doméstica, roubo e tráfico de drogas. 

No sábado (14), foram ouvidas sete pessoas nas audiências de custódia, em cinco processos. Quatro pessoas foram liberadas e três tiveram a prisão convertida em preventiva. 

As audiências de custódia atendem a uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2015, onde o acusado é apresentado ao juiz, em uma audiência em que serão ouvidas também as manifestações do Ministério Público, da Defensoria Pública ou do advogado do preso. 

Durante a audiência, conforme do CNJ, o juiz analisa a prisão sob o aspecto da legalidade, da necessidade e da adequação da continuidade da prisão ou da eventual concessão de liberdade, com ou sem a imposição de outras medidas cautelares. 

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