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Manaus
Produtos eróticos

Funcionários de escola que vendia produtos eróticos em brechó são ouvidos pelo MPE

Coordenadora, professora e um funcionário da escola foram ouvidos na promotoria da infância e juventude do Ministério Público Estadual 09/09/2016 às 09:54
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Estudantes fizeram vários registros com próteses penianas vendidas no brechó (Foto: Divulgação)
acritica.com Manaus (AM)

A polêmica do brechó que vendia produtos eróticos aos alunos da Escola Estadual Presidente Castelo Branco, no bairro São Jorge, Zona Oeste, promovido no fim do mês passado, ainda não teve fim. Ontem, a promotoria da infância e juventude do Ministério Público Estadual (MPE) ouviu mais três testemunhas da história. Enquanto o fato não é esclarecido, professores que fizeram a denúncia reclamam que continuam sendo intimidados.

Além da coordenadora do distrito da Zona Oeste, Angélica Matilde e da professora Ana Lúcia Araújo, quem fez a denúncia, um funcionário da coordenação, identificado apenas como “Josenilson”, também foi ouvido na manhã de ontem e, segundo as alunas que apareceram nas fotografias divulgadas, foi quem organizou o brechó.

“A promotora só colheu os depoimentos. Contei o que de fato tinha acontecido. Os alunos chegaram à sala de aula comentando sobre o tipo de material exposto e que eu pedi para que eles tirarem a foto. Depois da denúncia, ao invés de tentarem esclarecer quem organizou, começou uma caça às bruxas na escola. Os alunos e professores foram pressionados para saberem quem tinha denunciado o brechó”, contou a professora Ana Lúcia.

Na ocasião, pais de alunos ficaram revoltados com o tipo de produto que estava sendo comercializado nas dependências da unidade de ensino. O Conselho Tutelar da Zona Oeste e a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) chegaram a fazer uma visita na escola para apurar os fatos. A investigação pela Polícia Civil ainda não foi concluída.

Entenda o caso

No dia 26 de agosto, vários Produtos de sex shop, como próteses penianas e lingeries eróticas, foram colocadas à venda na quadra da escola. Os produtos sexuais são destinados a maiores de 18 anos, mas foram expostos a aproximadamente dois mil alunos com idades entre 14 e 17 anos que estudam na unidade. A direção da escola informou que não sabia que tipos de produtos estavam sendo expostos no brechó.

Direção estava ciente do evento

De acordo com professores e alunos que denunciaram o caso, a direção estava ciente do evento, uma vez que cedeu a quadra da escola a um funcionário da coordenação, que supostamente teria promovido o evento “em prol da comunidade”. No entanto, no flyer do Sex Shop que foi entregue às alunas, consta que as lojas estão localizadas na Zona Norte e Leste.

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