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Manaus
DENÚNCIA

Funcionários de maternidade pública são afastados por estupro após parto

Marido de uma mulher de 25 anos disse que viu dois homens com jaleco tocando as partes íntimas da esposa dele logo após ela passar por uma cesariana 05/07/2017 às 17:27
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Caso aconteceu na noite de domingo, segundo o boletim registrado no 8º DIP (Foto: Winnetou Almeida)
Fábio Oliveira Manaus (AM)

Dois profissionais da saúde da Maternidade Moura Tapajós, no bairro Compensa, Zona Oeste, foram denunciados por estupro de vulnerável contra uma mulher de 25 anos que havia acabado de fazer um parto por cesariana. A informação foi confirmada pelo delegado Demetrius Queiroz, titular do 8º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), o fato ocorreu no início da noite de domingo (2). O esposo da vítima, um mototaxista de 25 anos, relatou em depoimento que estava dentro da sala de parto quando os dois homens, vestidos com jalecos verdes, se aproximaram de sua companheira e começaram a tocá-la na vagina, nádegas e em seus pênis.

Em seguida, o esposo interferiu, questionando os profissionais, que não perceberam que o marido da paciente estava na sala. Os dois saíram da sala e depois retornaram para fazer o procedimento de assepsia (procedimento pós-cirúrgico). O mototaxista então denunciou o caso na direção da maternidade e em seguida para a Polícia Civil.

O delegado informou que a maternidade já recebeu um ofício sobre a ocorrência e que nesta quinta-feira (6) deverá receber os nomes dos funcionários envolvidos. Eles devem responder por estupro de vulnerável, uma vez que a vítima estava sedada e inconsciente. 

Posicionamento da Semsa

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que recebeu denúncia de abuso a uma paciente da Maternidade Moura Tapajós e que isso vai na contramão de todos os preceitos e valores.

A direção da maternidade foi comunicada oficialmente ontem (04), mesmo dia em que a denunciante registrou na delegacia a denúncia.

Diante da gravidade do caso, a maternidade afastou imediatamente os profissionais de saúde denunciados e a Semsa adotou todas as medidas administrativas cabíveis, incluindo o afastamento imediato das funções dos supostos envolvidos e abertura de sindicância de urgência para apuração dos fatos com a maior brevidade possível.

A maternidade está prestando assistência e o apoio à paciente e ao bebê – que estão em bom estado geral de saúde e devem receber alta hospitalar ainda nesta quarta-feira (05) –, além de serviços de apoio psicológico e social para a parturiente e familiares.

O Secretário Municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, determinou rigor e urgência na apuração da denúncia, para que sejam oferecidos tanto o direito de defesa aos acusados, quanto estabelecido o processo para as providências administrativas cabíveis, que levem à rigorosa punição, se comprovada a culpa.

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