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Manaus
GREVE

Funcionários dos Correios do AM mantêm paralisação junto à categoria nacional

Em nova assembleia hoje, eles decidiram continuar a greve iniciada há seis dias. Eles são contra demissão em massa e o fechamento de agências 03/05/2017 às 12:50
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Foto: Divulgação
Vinicius Leal Manaus (AM)

Os funcionários dos Correios do Amazonas decidiram na manhã desta quarta-feira (3), em Manaus, manter a paralisação das atividades iniciada há seis dias, acompanhando a paralisação nacional da categoria. Em assembleia realizada em frente à Agência Central dos Correios, na Praça do Congresso, rua Monsenhor Coutinho, no Centro, eles optaram por manter a greve.

Cerca de 30% das atividades estão paradas, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Amazonas (Sintect-AM), Luiz Ribeiro de Almeida. “Hoje está havendo uma reunião com presidente nacional da empresa em Brasília para entregar o resultado da assembleia de ontem, mantendo a greve. Antes, na segunda-feira, dia 1º de maio, ele abriu discussão com as duas federações, mas nada mudou. Hoje a tarde também vai ter audiência de mediação com o TST, em Brasília”, explicou.

Entre as reivindicações estão: não à demissão em massa de funcionários – a proposta dos Correios é demitir 25 mil trabalhadores em todo o País; não ao fechamento de agências – a princípio serão fechadas 250 agências no País e seis só no Amazonas; pela manutenção e retorno do calendário de férias – suspensas por decisão unilateral da empresa; e pelo fim de dois regimes de trabalho – o DDA (Distribuição de Distrito Alternado), que aumentou as operações de entrega de correspondência por servidor e o OAI (Otimização das Atividades Internas), que aumentou as operações de triagem das correspondências.

Demissão em massa

Segundo Luiz Ribeiro, os Correios já solicitaram do Tribunal Superior do Trabalho (TST) a permissão para demitir funcionários em massa. “Eles estão com um projeto de demitir 25 mil trabalhadores com alegação de que não têm condições de manter o atual quadro de funcionários. Eles iam pedir do TST a possibilidade disso. Já existe, inclusive, orientação jurídica da empresa que ela pode fazer isso, mas precisa de justificativa, que é a receita não cobrir mais as despesas”, explicou o presidente do Sintect-AM.

Fechamento de agências

Conforme o sindicalista, os Correios pretendem fechar várias agências de imediato em todo o País, em torno de 250 nos primeiros meses. “À princípio será isso, mas depois mais. Porque eles dizem que são agências deficitárias. No Amazonas seriam seis”, afirmou Luíz Ribeiro. “No interior que a situação já é complicada, caso venha a ser fechada (agência) os trabalhadores dessas cidades vão ficar como? A população vai ficar prejudicada e vai ter que procurar outra cidade para obter o serviço”.

Férias suspensas

Ainda de acordo o presidente do sindicato, os Correios suspenderam em decisão unilateral todas as férias dos funcionários devido a falta de recursos. “O presidente (dos Correios) suspendeu sumariamente as férias esse ano, mas seria só em 2018. Fez suspensão para fazer reserva de caixa. Eles estavam com débito, em torno de R$ 1 bilhão. Mas tem funcionário que já tinha feito programação de férias, passagem comprada, usaria o dinheiro para uma obra em casa. E essa decisão da empresa já está valendo. Tem gente que já está de férias e o dinheiro não caiu na conta”, disse Luiz Ribeiro.

Outros estados

Além do Amazonas, também aderiram à paralisação funcionários dos Correios do Acre, Alagoas, Bahia, Brasília, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, São José do Rio Preto, São Paulo (capital, Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Campinas, Bauru e Ribeirão Preto) e Santa Catarina.

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