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Manaus
Atraso de pagamento

Funcionários terceirizados do Hospital 28 de Agosto ameaçam parar atividades

Os funcionários da empresa D'Flores denunciam que estão há três meses sem receber o salários. Um dos funcionários, que não quis ser identificado afirma: “nós vamos parar e aquilo lá vai virar um caos”, disse 10/09/2016 às 11:43
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Em julho os terceirizados da D’Flores fizeram uma paralisação de advertência. (Antonio Menezes - Arquivo AC)
Alik Menezes Manaus (AM)

Funcionários da empresa D’ Flores, que prestam serviço no Hospital Pronto-Socorro 28 de Agosto, denunciam que estão há três meses sem receber o salários e ameaçam paralisar as atividades caso o pagamento não seja normalizado até a próxima semana. 

Os funcionários alegam que também estão sendo coagidos por uma funcionária da D’Flores, que inclusive, segundo eles, já até demitiu uma funcionário que questionou sobre os salários atrasados. No 28 de Agosto são pelo menos 200 funcionários vivendo a mesma situação, entre eles estão maqueiros, recepcionistas, serviços gerais e supervisores. 

Segundo um recepcionista, que pediu não ter o nome divulgado, a empresa sempre atrasa o pagamento, mas cada vez está ficando pior porque os chefes não dão nem previsão de quanto o salário será pago e nem dão justificativas. “Trabalho nessa empresa há um ano e sempre teve atrasos, mas agora eles atrasam meses, está muito complicada a nossa situação”, disse o funcionário. 

Com contas acumulando na mesa de cabeceira do jovem, ele não sabe mais o que fazer ou a quem recorrer para receber os salários ou, pelo menos, uma previsão de quando o pagamento será normalizado. “Eu estou desesperado, estou trabalhando e nada mais justo que receber pelo serviço que  prestei. Não sei mais a quem pedir ajuda, meu nome está sujo, me ligam cobrando todos os dias”, relatou. 

O funcionário afirmou que caso não receba uma resposta ou previsão de pagamento, todos irão paralisar as atividades no hospital. “Nós vamos parar e aquilo lá vai virar um caos”, disse. 

Outra funcionária, que trabalha na empresa há três meses e que também pediu para não ter o nome divulgado por temer represálias, disse que todos estão entregues a própria sorte. “O doutor Paulo Mendonça (diretor do hospital) disse que não quer nem ouvir mais falar desse assunto porque já repassou o dinheiro para a empresa, mas a empresa não confirma nada”, contou a funcionária. 

A recepcionista disse que o nome dela foi incluso no Sistema de Proteção ao Credito (SPC) e vive com medo de ficar sem energia e água em casa porque até o aviso de corte do serviço  chegou na casa dela. “Estou desesperada, isso não é justo com o trabalhador, estou com o nome sujo, prestes a ficar sem água e energia em casa, daqui a pouco nem dinheiro para comprar comida nós vamos ter”, disse. 

A Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informou que “não procede a informação de que o pagamento da empresa D'Flores está atrasado há três meses. O valor pendente, que já está sendo quitado, é o de julho”, disse em nota.

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