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Manaus
POLÍTICA

Fundação adere projeto do TJAM e oferecerá ensino médio técnico a detentos

Projeto-piloto foi discutido em reunião pela presidência do Tribunal de Justiça do Amazonas, Seap e presidência da Fundação Mathias Machline 28/09/2018 às 19:43
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Foto: Raphael Alves/Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

Com 32 anos de atuação no segmento da Educação no Estado, a Fundação Mathias Machline (FMM) aderiu a uma proposta suscitada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e, com um projeto-piloto, oferecerá ensino médio técnico a detentos do sistema prisional de Manaus.

Nesta sexta-feira (28), o presidente do TJAM, desembargador Yedo Simões e o presidente do Conselho da FMM, Sung Un Song, reuniram-se para tratar sobre o projeto e definir as atribuições das entidades envolvidas na parceria, cujas competências serão indicadas em um termo de cooperação técnica, que deve ser assinado ainda neste segundo semestre do ano.

Realizada na sede do TJAM, a reunião teve a participação, também, do vice-presidente da Corte Estadual, desembargador Wellington Araújo; do secretário de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Coronel Cleitman Rabelo; do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), Marco Aurélio Choy; do juiz auxiliar da presidência do TJAM, Alexandre Henrique Novaes; dos juízes auxiliares da vice-presidência, Lídia de Abreu Frota e Cid da Veiga Soares Júnior e técnicos de setores administrativos do Tribunal.

Conforme Sung Un Song, embora a Fundação Mathias Machline atue com o ensino médio técnico destinado a jovens de baixa renda, com até 18 anos de idade, pelo projeto-piloto – denominado Projeto Resgatar – o foco será o atendimento para pessoas maiores de 18 anos, internas do sistema penitenciário.

“Somos um projeto social que atua há 32 anos no Amazonas investindo na formação de jovens e, agora, queremos ampliar nossos horizontes de atuação, contribuindo com a ressocialização de presos com a perspectiva de oferecer a eles o mesmo conteúdo escolar que é disseminado para nossos estudantes, repassando a eles, além do ensino, valores éticos, morais e de civismo”, anunciou o dirigente da FMM.

Sung Un Song elogiou a proposta apresentada pelo Tribunal de Justiça e acrescentou que ao aderi-la, com um projeto-piloto, a Fundação pretende beneficiar a sociedade. “Queremos resgatar esta pessoas por meio da Educação. Sabemos que este resgate é difícil, porém, cremos que eles (os detentos) recebem uma sentença de tolimento à liberdade mas não de tolimento às oportunidades e com oportunidades, eles podem, ser reinseridos na sociedade”, comentou Sung Un Song, citando que ao concluir o ensino médio técnico, a certificação pode abrir portas para a empregabilidade e ingresso no ensino superior.

O presidente do TJAM, desembargador Yedo Simões, elogiou a Fundação Matias Machline pela adesão à proposta do Judiciário e afirmou que o projeto modificará a vida de muitas pessoas.

“Esta parceria cria esperança para a sociedade, resgatando pessoas que não têm muitas perspectivas de presente e de futuro. A Fundação tem um método fabuloso de ensino e um histórico educacional que certamente contribuirá com o resgate de detentos, preparando-os para a vida em sociedade e tendo, por meio da certificação, facilitada sua inserção no mercado de trabalho, por exemplo. Elogiamos a iniciativa da Fundação Matias Machline e esperamos que atitudes como esta seja repetida por demais organizações”, disse o desembargador Yedo Simões.

Já o vice-presidente do Tribunal, desembargador Wellington Araújo, acrescentou que ações como esta, deveriam ser repetidas por dirigentes públicos e representantes da sociedade civil. “Políticas como estas devem ser observadas e adotadas. Desta forma, teremos uma sociedade melhor”, comentou o magistrado.

Presente na reunião, o secretário da Seap, Coronel Cleitman Coelho, afirmou que o Poder Executivo apoiará o projeto e contribuirá com as medidas – de segurança, por exemplo – para que a iniciativa seja uma realidade.

“A Fundação Mathias Machline é um case de sucesso e a expectativa é a melhor possível. Nos somaremos a este projeto e acreditamos que ao participar dele o detento terá sua vida, de fato, transformada, pois com a capacitação e a certificação, eles terão um espaço no mercado de trabalho, fato que favorecerá para sua mudança comportamental e reinserção na sociedade”, completou o secretário da Seap.

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