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Manaus
DONA GUGUTA

Fundadora da Comunidade do Barranco e símbolo da Praça 14 morre em Manaus

Dona Guguta tinha 81 anos e teve papel fundamental na criação da Comunidade do Barranco que em 2014, se tornou o segundo quilombo urbano do País 20/03/2017 às 10:04 - Atualizado em 20/03/2017 às 12:32
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(Fotos: Arquivo AC)
Anne Gabrielly Manaus (AM)

Um dos principais símbolos da Praça 14 de Janeiro, Dona Edna Lago Rodrigues, mais conhecida como ‘Dona Guguta’, morreu aos 80 anos na madrugada desta segunda-feira (20). Exemplo da valorização da cultura negra e umas das fundadoras da tradicional escola de samba Vitória Régia, dona Guguta passou mal após uma crise respiratória na noite deste domingo e foi levada ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, mas não resistiu e faleceu horas depois.

Dona Guguta figura como personagem importante na história do Amazonas, por ser um dos pilares da Comunidade do Barranco que em 2014, se tornou o segundo quilombo urbano do País. No local, resistem, há mais de um século, famílias remanescentes de escravos do Maranhão, que vieram para Manaus construir uma nova história de luta, liberdade e igualdade.

Didi Redman, presidente do G.R.E.S. Vitória Régia lamentou a morte de dona Guguta. “Falar de tia Guguta é falar de uma história maravilhosa perante o bairro da Praça 14 e perante a Vitória Régia. Ela era uma pessoa amada, uma boneca como ela gostava de ser chamada, muito educada, feliz e alegre. Falar de tia Guguta agora é falar com o coração partido que Deus a tenha em um bom lugar, nós sempre iremos ama lá”, declarou o presidente, emocionado.

Para Cassius da Silva Fonseca, vice-presidente da Associação do Movimento Orgulho Negro do Amazonas (Amonam), dona Guguta sempre será lembrada pelo seu legado e conhecimento. “Ela era muito sábia, defensora da história e do conhecimento. Perdemos uma mulher muito importante para a nossa comunidade”, afirmou.

Dona Guguta era devota de São Benedito e afirmava que a certificação de remanescente de quilombolas era uma garantia para que as futuras gerações tenham consciência de suas origens e mantenham as tradições que ainda resistem até os dias atuais.

O velório será realizado em sua residência na avenida Japurá n° 1360, na Praça 14 de Janeiro.

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