Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
DONA GUGUTA

Fundadora da Comunidade do Barranco e símbolo da Praça 14 morre em Manaus

Dona Guguta tinha 81 anos e teve papel fundamental na criação da Comunidade do Barranco que em 2014, se tornou o segundo quilombo urbano do País



dona-ggt.jpg (Fotos: Arquivo AC)
20/03/2017 às 10:04

Um dos principais símbolos da Praça 14 de Janeiro, Dona Edna Lago Rodrigues, mais conhecida como ‘Dona Guguta’, morreu aos 80 anos na madrugada desta segunda-feira (20). Exemplo da valorização da cultura negra e umas das fundadoras da tradicional escola de samba Vitória Régia, dona Guguta passou mal após uma crise respiratória na noite deste domingo e foi levada ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, mas não resistiu e faleceu horas depois.

Dona Guguta figura como personagem importante na história do Amazonas, por ser um dos pilares da Comunidade do Barranco que em 2014, se tornou o segundo quilombo urbano do País. No local, resistem, há mais de um século, famílias remanescentes de escravos do Maranhão, que vieram para Manaus construir uma nova história de luta, liberdade e igualdade.



Didi Redman, presidente do G.R.E.S. Vitória Régia lamentou a morte de dona Guguta. “Falar de tia Guguta é falar de uma história maravilhosa perante o bairro da Praça 14 e perante a Vitória Régia. Ela era uma pessoa amada, uma boneca como ela gostava de ser chamada, muito educada, feliz e alegre. Falar de tia Guguta agora é falar com o coração partido que Deus a tenha em um bom lugar, nós sempre iremos ama lá”, declarou o presidente, emocionado.

Para Cassius da Silva Fonseca, vice-presidente da Associação do Movimento Orgulho Negro do Amazonas (Amonam), dona Guguta sempre será lembrada pelo seu legado e conhecimento. “Ela era muito sábia, defensora da história e do conhecimento. Perdemos uma mulher muito importante para a nossa comunidade”, afirmou.

Dona Guguta era devota de São Benedito e afirmava que a certificação de remanescente de quilombolas era uma garantia para que as futuras gerações tenham consciência de suas origens e mantenham as tradições que ainda resistem até os dias atuais.

O velório será realizado em sua residência na avenida Japurá n° 1360, na Praça 14 de Janeiro.


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