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Manaus
COMBATE

Futura procuradora-geral afirma que prioridade será 'frear' facções do AM

Leda Mara Albuquerque inicia gestão em outubro no Ministério Público e diz que, além do combate a facções criminosas, tem como meta realizar concurso público para servidores 16/09/2018 às 13:57
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Leda Albuquerque inicia gestão em outubro deste ano (Foto: Jair Araújo)
Geyziara Brandão Manaus (AM)

A futura procuradora-geral de justiça do Estado do Amazonas (MP-AM), Leda Mara Albuquerque afirmou que uma das prioridades da sua gestão que inicia em outubro será o combate às facções criminosas que têm nos últimos anos, além da promoção de massacre dentro do sistema prisional, promovido homicídios em série em Manaus.

“A atuação dos membros do MP tem sido incansável para que a gente consiga frear um pouco essa violência desmedida que está aí, colocada de enfrentamento das facções, de homicídios, de pessoas sendo decapitadas”, disse a procuradora.

As parcerias com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com a Polícia Civil, Secretaria de Segurança, Polícia Militar, além de outras instituições serão intensificadas no próximo biênio, segundo Leda Mara. “Não é só um desejo do Ministério Público, da procuradora-geral, esse desejo de combate eficiente contra as organizações criminosas”, disse.

Segunda mulher a chefiar o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), Albuquerque contou que a violência doméstica “precisa ser enfrentada” por meio da atuação dos membros do MP-AM nos juizados. “Hoje é inegavelmente um problema nacional a questão do feminicídio, é uma realidade a violência doméstica. O Brasil, hoje, é o 5° país em feminicídio. Eu, como mulher, vou dar uma atenção toda especial para essa frente sem prescindir das demais demandas que também são importantes”, pontuou.

Interior

Segundo Leda Mara, as 61 comarcas do interior do Estado terão internet antes mesmo da saída do atual procurador-geral de Justiça Fábio Monteiro. “Hoje nós temos 40 comarcas com internet fornecidas pelo MP-AM aos seus promotores e estamos trabalhando na perspectiva de alcançar todas as 61 comarcas”, afirmou.

A futura dirigente do MP-AM pretende dar continuidade a ações da gestão de Fábio Monteiro como a ampliação da assessoria ao interior com o Núcleo de Assessoramento Jurídico (NATJUR). “Hoje nós temos a assessoria jurídica presencial no interior e nós vamos avançar para adotar o interior do Estado com o servidor para atuar na atividade-meio junto aos colegas que labutam. Eu percebo que nós temos condições com o orçamento que nós temos de avançar em muitas coisas”, destacou Albuquerque.

A procuradora-geral nomeada também revelou que há uma proposta para a criação de mais nove cargos de assessores técnicos como engenheiros, contadores, economistas e administradores que tramita no colégio de procuradores para dar o suporte técnico aos promotores.

‘Amarrado’

Para Leda Mara, o auxílio de servidores das prefeituras nas comarcas “deixa o promotor amarrado”. “Hoje nós trabalhamos com equipe de servidores da prefeitura e isso não é bom, porque você sempre fica contando com a boa vontade do prefeito. Se, de repente, você coloca na mão de um promotor de justiça uma demanda contra o prefeito, já tem um problema aí. Isso reflete nos servidores que estão trabalhando com a gente de alguma forma”, explicou.

Capital

Os planos para Manaus é dar estrutura aos promotores que trabalham nas imediações do Fórum de Justiça com a aquisição ou construção de um prédio que acolha todas as promotorias que estão em vários locais. “Nós temos prédio na Belo Horizonte, prédio no Aleixo e agora nós vamos ter um prédio na Paraíba. Não é o ideal, então nosso objetivo é a solução definitiva desse problema de espaço na André Araújo, próximo ao fórum”, expôs.

3 perguntas para Leda Mara Albuquerque

O maior desafio como procuradora-geral do MP vai ser a estrutura?

Não só a estrutura. O MP é muito maior. O MP, além dessas questões de problemas internos que vão ser enfrentados, nós temos uma situação nacional que precisa ser olhada. Você vê hoje a questão da política salarial do MP. Nós precisamos trabalhar para que o promotor de justiça ganhe e seja bem valorizado do ponto de vista do salário. Todo mundo que trabalha, trabalha nesse desiderato de ter um salário digno para no final do mês suprir todas as suas despesas, os seus anseios, enfim.

Haverá concurso público na sua gestão?

Nós temos a meta de concurso público para servidores porque para promotores de justiça o doutor Fábio Monteiro já realizou. Nós ainda temos vários candidatos esperando esse chamamento e eu penso que para promotor não há essa perspectiva pelo menos para os próximos dois anos, por conta dessa turma que precisa ser chamada, nomeada e empossada.

O MP acaba sendo alvo de críticas de políticos. Qual sua avaliação?

Acho que é natural. O MP tem uma essência, uma natureza, trabalha com demandas que contrariam interesses. Não é só de político, nós temos reações contrárias ao MP de vários setores da sociedade quando esses interesses são contrariados. Mas o MP existe para ter essa atuação e não vamos abrir mão disso, das nossas atribuições.

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