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Galeria Popular possui apenas uma ambulante por falta de vagas no Shopping T4

Cozinheira afirma que galeria localizada na avenida Floriano Peixoto foi fechada e ela não foi contemplada em outro centro comercial. Prefeitura afirma que tem dado auxílio 27/02/2018 às 06:00 - Atualizado em 27/02/2018 às 06:05
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Foto: Euzivaldo Queiroz
Álik Menezes Manaus (AM)

Há quatro anos trabalhando na Galeria Popular Floriano Peixoto, na avenida de mesmo nome, no Centro de Manaus, a cozinheira Maria Cristiane Oliveira Miranda hoje é a única que permanece no espaço locado pela Prefeitura de Manaus para vendedores ambulantes que trabalhavam nas ruas do Centro Histórico. A cozinheira, que faz sucesso no local, está preocupada com o seu futuro já que a galeria foi “fechada” na última sexta-feira e ela ainda não foi contemplada com uma nova vaga em outro centro comercial.

Segundo a cozinheira, há três semanas os outros comerciantes foram para o Shopping Phelippe Daou, o Shopping T4, localizado na avenida Camapuã, na Zona Leste da cidade. Local construído exclusivamente para receber esses profissionais que estavam em galerias provisórias no Centro. Contudo, Maria Cristiane não foi contemplada. Segundo Maria Cristiane, o único comunicado que ela recebeu da Prefeitura de Manaus foi que a atual galeria fecharia na sexta-feira passada e que ela deveria “arrumar” um outro local para trabalhar.

Em nota, a Subsecretaria Municipal do Centro Histórico (Subsemch) afirmou que a permissionária não está desassistida e que recebeu orientações para escolher um outro local com bom movimento, para o qual receberá autorização da Subsecretaria Municipal de Abastecimento, Feiras e Mercados (Subsempab) para ficar.

“Basicamente fui expulsa. Hoje estou aqui na clandestinidade porque eles fecharam na sexta passada, mas eu não sei para onde ir. Eles falaram que posso arrumar um lugar, mas todo lugar eles reprovam porque na rua não pode. Além de não me selecionarem para ir para o T4, também não me dão uma resposta de para onde eu poderei ir. Eles só dizem que aqui não vou ficar porque eles não podem manter o aluguel dessa estrutura”, disse.

Sem certeza sobre o futuro, a cozinheira alugou um ponto comercial próximo à antiga galeria para atender a clientela que conquistou nos últimos quatro anos. “É complicado. A gente precisa trabalhar, eu até aluguei um ponto pequeno por  mil reais, mas não sei se vou conseguir manter. Graças a Deus conquistei clientes aqui e vamos tentar continuar na região”, disse.

Essa não é a primeira vez que a cozinheira fica “sem chão”. Ela trabalhou por 19 anos com a venda de comidas na Praça da Matriz e foi retirada há quatros anos, quando foi realocada na Galeria Floriano Peixoto. “É triste. A gente tinha clientes, mas fomos retirados (SIC). Hoje a história se repete”, disse.

Ao longo dos quatro anos, os camelôs reclamaram da queda nas vendas e da estrutura Da galeria. Entre as reclamações, a ventilação do local, que não tinha ventiladores suficientes e, inclusive, ficou sem durante um período.

 A Subsemch ressaltou em nota  que Maria Cristiane Oliveira Miranda está sendo acompanhada pela e recebendo bolsa de R$ 1 mil mensais, via  Fundo Municipal de Fomento à Micro e Pequena Empresa  (Fumipeq).

Critério foi sorteio, diz secretaria

A Subsemch destacou na nota enviada à reportagem que o critério de entrada para os 18 lanches que compõem a Praça de Alimentação do Shopping Phelippe Daou foi sorteio. “(...) ficando a empreendedora em questão, à espera, junto com os demais donos de lanches do Camelódromo Floriano Peixoto 1, para a inserção em um novo espaço”.

“Ao todo, 79 empreendedores estavam alocados no referido camelódromo, que começou a ser desativado. Desses, seis foram levados para o camelódromo da Epaminondas, onde vão aguardar a entrega da 2ª e 3ª etapas da Galeria dos Remédios. Os demais foram alocados no Shopping Phelippe Daou”, informou, destacando que Maria Cristiane foi orientada a procurar até três áreas de bom movimento comercial, em bairros à sua escolha.

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