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Manaus
gás canalizado

Gasoduto vai chegar até a avenida Djalma Batista para abastecer comércios

Dutos que abastecerão estabelecimentos comerciais do Vieiralves estão 30% instalados. Gás deve começar a ser distribuído, mediante contrato, aos prédios em setembro 27/06/2016 às 21:26 - Atualizado em 28/06/2016 às 17:38
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Obras não devem atrapalhar o trânsito. Foto: Evandro Seixas/Arquivo AC
Luana Carvalho Manaus (AM)

O gás natural deve começar a ser distribuído, mediante contrato, aos prédios residenciais e comerciais do bairro Vieiralves, na Zona Centro-Sul, a partir de setembro deste ano. As obras de implantação dos dutos começaram nas ruas Salvador, Pará, Maceió e devem se estender para as avenidas Djalma Batista e Darcy Vargas no início do mês que vem. 

O diretor-presidente da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), Lino Chíxaro, contou que a estatal está trabalhando desde maio na expansão da rede de 4,5 quilômetros na região e que 30% da obra  está concluída. Segundo ele, pelos menos 100 empresários manifestaram interesse em fazer a ligação, que deve gerar uma economia de 35% a 40% a quem passar a utilizar o gás natural.

 Foto: Antônio Menezes

As obras são quase imperceptíveis, de acordo com o diretor-técnico da concessionária, Clóvis Correia. “Estamos trabalhando desde maio e muita gente não notou porque avaliamos uma série de fatores antes de iniciar as obras, mitigando o máximo de transtorno para a população”.

O baixo impacto das obras na malha urbana, segundo ele, dá-se por conta de uma programação realizada com o Instituto de  Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans).

“O trabalho acontece das 22h às 5h30, de domingo à quinta-feira, justamente para não atrapalhar o fluxo. Quando chegar na fase da avenida Djalma Batista a programação será diferente, porque a noite tem a movimentação dos shoppings e das universidades. Ainda estamos avaliando o horário”, completou.

Ele explicou ainda que as obras não necessitam de recomposição ou aterro, pois a técnica utilizada, chamada ‘furo direcional’, não abre crateras para a implantação dos dutos. “É uma técnica que tem dado certo e evitado transtornos. Uma pequena vala é aberta e o resto todo é feito pela máquina por dentro da terra. Depois a gente coloca asfalto frio no local, até a conclusão do duto. É uma obra limpa, que deixa as faixas livres e desimpedidas”, completou Clóvis.

Impacto de vizinhança

Os diretores da Cigás afirmaram que foram feitos estudos prévios, como análise de riscos, de vizinhança e impactos ambientais. “Houve um levantamento de campo, para depois partimos para os pedidos de licenças e anuências”, explicou Clóvis Correia.

Gás atenderá prédios comerciais e residenciais

A Cigás garantiu que todo o trecho será sinalizado e que todas as medidas para evitar acidentes estão sendo tomadas. Ao todo, toda a extensão de obras custara R$ 5 milhões. Por enquanto, as ações serão voltadas a prédios comerciais e residências verticais.

“Tecnicamente, é possível instalar o sistema em uma residência comum. Mas não é economicamente viável”, informou o diretor da Cigás, Lino Chíxaro.

O diretor técnico Clóvis Correia foi questionado sobre o custo para quem quiser fazer a ligação, mas disse que o valor vai depender da estrutura do prédio.

“Para um condomínio residencial que já tenha o sistema de ligação para os apartamentos, a ligação sai em torno de R$ 150 à R$ 200 mil reais”. O gás natural residencial pode ser utilizado para cocção de alimentos, churrasqueiras, aquecimento de água e de piscinas.

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