Domingo, 21 de Julho de 2019
Manaus

‘Gatos’ crescem 61% em Manaus

Enquanto em 2012 foram registrados 23.847 casos de ligações clandestinas e furtos de energia, de janeiro a maio já foram 37.514



1.gif As ligações clandestinas e os desvios e furtos de energia elétrica não estão restritos a invasões e bairros de classe baixa, segundo a concessionária; o aumento da fiscalização flagrou irregularidades em empresas e condomínios de luxo
29/06/2013 às 10:14

Os furtos e roubos na rede de energia elétrica de Manaus registrados somente nos cinco primeiros meses deste ano são 61,8% maior que os casos registrados em todo o ano passado.

As ligações clandestinas, chamadas de “gatos”, também tiveram um aumento de 16,6% até maio desde ano, contra o acumulado de todo o ano de 2012. No ano passado foram identificadas 21.436 situações de irregularidades no faturamento, tais como roubos e furtos, e 2.411 casos de unidades clandestinas. Até maio deste ano, a Eletrobras Amazonas Energia, concessionária do serviço, identificou 34.702 roubos e furtos no faturamento e 2.812 “gatos”.

O aumento de registros das irregularidades na rede de energia elétrica é reflexo das fiscalizações que a concessionária tem intensificado na capital, segundo a empresa.

Apesar do aumento das irregularidades, a concessionária esclareceu que não há como apontar os bairros e zonas da cidade em que o problema mais acontece. Para a empresa, a situação está disseminada por todo o Estado, principalmente em Manaus.

‘Pobres e ricos’

Embora pareça que bairros e invasões sejam as áreas onde mais existam ligações clandestinas e, por consequência, provoquem as maiores perdas, existem casos de empresas e até condomínios de luxo que causam prejuízo à concessionária.

Conforme a Eletrobras Amazonas Energia, os casos precisam ser identificados com um trabalho de análise minuciosa e inspeção técnica. Um exemplo que traduz as informações da concessionária é a de um único estaleiro que registrou um consumo que poderia atender mais de 100 residências com baixo consumo de energia. O caso foi identificado, inclusive, com a participação da polícia, que constatou o crime de furto de energia.

O caso mais recente ocorreu na última semana e chamou atenção por acontecer em um condomínio de luxo. O condomínio Tapajós, localizado na avenida que leva o mesmo nome, na Zona Norte, deu um prejuízo, segundo a concessionária, de 281.592 kWh, o equivalente a R$ 108 mil. O volume de energia roubada pelo condomínio de classe média alta é suficiente para atender 939 casas com o consumo de 300 kWh durante um mês.

A fraude foi identificado com a Polícia Civil, em conjunto com peritos do Instituto de Criminalística (Incrim), além da equipe técnica da Eletrobras Amazonas Energia na ação chamada “Operação Tapajós”.

Ao todo, 44 casas furtavam energia elétrica. Porém, o número pode ser maior porque a maioria das 218 residências do condomínio de luxo estava fechada, o que impossibilitou que mais casas tivessem a rede elétrica vistoriada. O caso está sendo acompanhado pelo 20º Distrito Integrado de Polícia (20º DIP), onde foi instaurado inquérito para que os proprietários das casas do condomínio prestem esclarecimentos sobre as irregularidades encontradas.

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