Quarta-feira, 19 de Junho de 2019
Manaus

Generosidade amazonense ajuda a colocar o país à frente de potências

Doações levam o Brasil a alcançar o 24º lugar no ranking mundial de felicidade da Organização das Nações Unidas (ONU)



1.jpg Ivan Lima Silva faz doações para a Laac e anualmente se reúne com amigos para fazer o Natal da comunidade Bela Vista
21/09/2013 às 17:00

Aos 55 anos de vida, o advogado Ivan Lima da Silva, considera-se uma pessoa feliz. E atribui este sentimento ao fato poder contribuir financeiramente com instituições sociais e ao final do ano, visitar uma comunidade do outro lado do rio Negro, levando presentes, brinquedos e cestas com alimentos. A aposentada Mariza Terezinha Silvestre da Costa, 61, é outra que sabe dizer o que é felicidade e vivê-la. Passa todos os sábados, juntamente com o marido, Aníbal Costa, 68, com as crianças e jovens internados no Abrigo Moacyr Alves, no bairro do Alvorada, Zona Centro-Oeste, com os quais brinca, passeia e faz atividades.

Pessoas como eles, capazes de gestos de atenção ao próximo, estão entre as que levaram o Brasil a alcançar o 24º lugar no ranking mundial de felicidade da Organização das Nações Unidas (ONU), à frente de potências como França e Alemanha. Itens como generosidade, expectativa de uma vida saudável, Produto Interno Bruto (PIB) per capita, liberdade para se fazer escolhas na vida pessoal, apoio social e percepção da corrupção são levados em consideração no Relatório Mundial de Felicidade elaborado por economistas, psicólogos e estatísticos da ONU.

Regularmente, Ivan contribui com a Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc). Para ele, quanto mais se pratica a generosidade, mais dá vontade de se ter gestos concretos em direção a ela. “Fazer o outro feliz, olhar para o outro”, ensina ela, que há mais de 30 anos reúne amigos professores, advogados e contadores para fazer as compras e ralizar uma viagem à comunidade Bela Vista, em Manacapuru (a 80 quilômetros de Manaus). A ideia nasceu com um grupo de jovens que não participavam diretamente das atividades da igreja, mas se reuniam para se divertir e conversar.

Os olhos dele brilham ao lembrar a emoção de algumas pessoas recebendo os alimentos, além das crianças celebram sempre o recebimento de brinquedos. “Sempre deixamos uma cesta para o caso de faltar uma família a ser atendida e sempre aparece alguém muito necessitado, como uma mulher que estava uma vez na balsa do São Raimundo e tinha deixado os filhos em casa para vender salgados e comprar comida”, contou ele, para quem o conceito de generosidade fica melhor definido quando colocado como o contrário do egoísmo. As pessoas têm que pensar em construir e não em destruir, ensina. “Eu tenho que fazer o melhor para o outro, deixar o mundo melhor para os que vão viver no futuro”, raciocina.

Aposentada dá plantão em abrigo

Quem tem uma boa receita para a felicidade é a aposentada Mariza Costa. Há 12 anos, ela tornou-se uma “mãe do coração” das crianças e jovens com deficiências que foram abandonadas e estão abrigadas na instituição social Moacyr Alves. Todos os sábados, o programa dela, que vai junto ao marido, Aníbal, é doar o seu tempo para aquelas crianças, em sua maioria impossibilitadas de gestos simples, como comer sozinha ou tomar banho.

“Vamos para dar amor, atenção, não vemos só o lado material, mas o social, o pessoal”, diz ela, lembrando que cuidar dos desvalidos e necessitados não é uma tarefa só do governo, mas de todos os cidadãos dispostos a fazer diferença. “O mundo seria melhor, se mais pessoas pudessem ser generosas, dando o seu tempo e atenção aos que precisam”, afirmou Mariza, que sente liberdade e felicidade em poder repetir o gesto de semanalmente estar com aquelas crianças.

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