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Manaus
CAOS EM MANAUS

‘Gostaria que PM tivesse frota de ônibus, não deixaria ninguém nas ruas’, diz comandante

Coronel David Brandão rebateu críticas à PM pelo caos que tomou conta das ruas de Manaus, ontem, após ataques a coletivos e paralisação 24/02/2017 às 15:27 - Atualizado em 24/02/2017 às 15:49
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Foto: Reprodução/TV A Crítica
Vinicius Leal Manaus (AM)

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel David Brandão, rebateu hoje as críticas feitas à Polícia Militar pelo caos que tomou conta das ruas de Manaus na noite de ontem, quinta-feira (23), após ataques a coletivos e paralisação de rodoviários. Durante entrevista ao telejornal Manhã no Ar, da TV A Crítica, o comandante-geral responsabilizou a Prefeitura de Manaus.

“A prefeitura simplesmente não teve o poder de segurar o transporte coletivo na rua, disse apenas ‘é porque não teve polícia’. Mas em todas as ocorrências você vê a presença efetiva da Polícia Militar”, disse Brandão. “Eu gostaria que a PM tivesse uma frota de ônibus que eu, comandante-geral, não deixaria estudantes e trabalhadores na rua. Faria rotas para a as zonas Norte, Leste e Oeste. Mas o que nós podemos oferecer, de fato, é dar segurança”.

O comandante-geral fez tais declarações após o prefeito em exercício, Marcos Rotta, aderir às forças de segurança pela noite de terror vivida ontem na cidade. “Ônibus estão sendo retirados de circulação pois motoristas e cobradores estão com medo de assaltos e ações de vândalos. Solicitamos do governo do Estado uma ação emergencial”, disse Rotta, através das redes sociais.

Durante coletiva na manhã de hoje, o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, classificou como precipitada a decisão de retirar ônibus das ruas na noite de ontem. “Em nenhum momento fomos procurados e a polícia está na rua. Querer dizer que foram tirados os ônibus porque não tem segurança e os motoristas vão morrer, é mentira. Quem foi agredido? Quem foi ameaçado?”, questionou Fontes.

O titular do SSP também apontou como sendo uma ação orquestrada as tentativas de incêndio e os ataques aos coletivos em Manaus. “Há, sim, uma ação orquestrada e temos elementos que nos permitem inferir isso”. Por conta dos incêndios, ônibus foram recolhidos às garagens, deixando a população abandonada nas paradas e terminais sem ter como retornar para casa.

O assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Manaus (Sinetram), Fernando Borges, disse ontem que os rodoviários paralisaram as atividades por medo dos ataques. “Os trabalhadores estão preocupados e se recusando a continuar trabalhando. É difícil a empresa obrigar o funcionário a trabalhar numa situação dessa”, afirmou.

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