'luta histórica

Governador e prefeito assinam convênio que garante passe livre para estudantes

O prefeito David Almeida e o governador Wilson Lima assinaram um convênio de R$ 156 milhões para garantir gratuidade ao transporte de alunos de Manaus das redes municipal e estadual de educação.

Aristide Furtado
21/12/2021 às 21:14.
Atualizado em 08/03/2022 às 19:11

(Foto: Ruan Souza)

O prefeito David Almeida e o governador Wilson Lima assinaram um convênio de R$ 156 milhões para garantir gratuidade ao transporte de alunos de Manaus das redes municipal e estadual de educação. Durante o evento, eles ressaltaram a importância dessa luta histórica, que vai se tornar realidade. 

“Essa é uma luta histórica, que transformou lideranças estudantis em lideranças políticas e graças a essa parceria entre o governador e o prefeito, os estudantes poderão andar de graça no transporte coletivo. O ego dá espaço para a parceria e a benfeitoria da população, e esse convênio, que vai até 31/12/2022 por questões maiores que nós, mas rogo a Deus que possamos renovar isso, pois na parte da prefeitura nós não vamos retroagir”, disse  David Almeida.

“Hoje nós estamos assinando um convênio de R$156 milhões, sendo R$120 milhões do estado e R$36 milhões de contrapartida da Prefeitura. Em 2022, nenhum dos alunos da rede municipal e estadual vão pagar para ir ou voltar da escola, e isso é muito importante principalmente neste ano que voltamos da pandemia, e que foi tão difícil para todos nós, mas principalmente para a população de baixa renda”, afirmou  Wilson Lima.

A medida beneficia mais de 85 mil estudantes do ensino fundamental e médio das redes públicas municipal e estadual com o "Passe Livre” no próximo ano letivo.

Política pública

O ex-deputado federal e ex-vereador Francisco Praciano (PT), que historicamente encampou a pauta do passe livre em Manaus, propôs, ontem, ao ser informado sobre o convênio assinado pelo governo e a prefeitura de Manaus, que vereadores e deputados transformem essa decisão em lei para que não seja uma medida tomada apenas com vistas à eleição,  exigindo anualmente a planilha de custos do sistema de bilhetagem e, baseado nas estatísticas de passagens estudantis que o sistema fornece, calcular o custo e incluir no orçamento anual  do Estado e do Município. 

“A isto chamo de política. Observo que a transparência da planilha é a base dessa política, senão as empresas poderão superestimar custos de combustivel, pneus, mão de obra e outros. A passagem gratuita não pode ter como fon te a imoralidade de custos artificiais que serão pagos pelos demais  usuários. Infelizmente, o controle do sistema está na mão das empresas e não do poder concedente. Um absurdo. Não é nada confiável o cálculo das tarifas atuais. A raposa toma conta do galinheiro”, disse Praciano.

Assuntos
Compartilhar
Sobre o Portal A Crítica
No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.
© Copyright 2022Portal A Crítica.Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por
Distribuído por