Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020
SAÚDE

Governo do AM concentra esforços na ampliação de leitos de UTI na capital

De acordo com a secretária de saúde, Simone Papaiz, interior já conta com 'um número expressivo de leitos clínicos, inclusive com uma baixa taxa de ocupação'



show_sa_de_p_blica_0255768C-D523-4219-B71E-A2F0193FCE42.jpg Foto: Arquivo/A Crítica
12/05/2020 às 22:26

O Amazonas concentra seus esforços em ampliar o número de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em Manaus, segundo a secretária de saúde Simone Papaiz, durante o anúncio da prorrogação do decreto que suspende atividades não-essenciais no Amazonas. O interior do Estado segue sem leitos para tratamento intensivo.

De acordo com os dados divulgados pela secretária, o Estado conta hoje com 227 leitos na rede estadual. Antes da pandemia, em dezembro de 2019, o DataSus, do Ministério da Saúde, apontava 192 leitos de UTI na capital.



Conforme Papaiz, o interior do Estado tem "um número expressivo de leitos clínicos, inclusive com uma baixa taxa de ocupação". Além disso, a secretária citou a disponibilidade de UTI aérea para a transferência de casos graves para a capital.

“Nós temos um contrato que dispõe de seis aeronaves e, destas, três estão disponibilizadas apenas para o transporte de pacientes com Covid-19”, explicou a secretária.

Isolamento total

Durante a coletiva, o governador Wilson Lima falou sobre a adoção de medidas de isolamento total - lockdown, em inglês.

“Nós estamos trabalhando para encontrar um caminho do bom senso”, disse o governador, ressaltando que é necessário um funcionamento mínimo da economia.

Segundo o chefe do executivo estadual, ainda não há a segurança necessária para que haja a retomada da economia. Hoje, Wilson Lima assinou um novo decreto que prorroga a suspensão das atividades não-essenciais no Estado até o dia 31 de maio.

No decreto, o governador manteve academias, salões de beleza e barbearias entre as atividades suspensas, mesmo após o presidente Jair Bolsonaro adicionar esses estabelecimentos à lista de atividades essenciais.

O governador destacou ainda que houve queda na arrecadação do Estado, mas que não vai afetará o pagamento do salário de servidores estaduais até o final do ano. No início de março, o secretário de fazenda, Alex Del Giglio, projetou que a crise do coronavírus poderia causar um impacto de R$ 300 milhões nas contas do estado. Conforme informou Wilson, a queda na arrecadação varia de 23% a 30%.


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