Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2020
DISTRIBUIÇÃO

Governo do Amazonas adquire alimentos para doar a instituições assistenciais

Programa federal que fortalece a agricultura familiar e beneficia entidades assistenciais terá R$ 4 milhões em 2020



abacaxi_D0031ACC-27AD-4D9D-94D8-F9977ED785B0.JPG Nailson Santarém é um dos mais de 600 produtores do Amazonas que participam do programa, executado pela Sepror. Foto: Euzivaldo Queiroz
13/12/2019 às 10:08

Fortalecer a agricultura familiar no Amazonas e beneficiar entidades assistenciais. Essa é a premissa do Programa Federal de Aquisição de Alimentos (PAA), executado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria Estadual de Produção Rural (Sepror), que ontem realizou a última entrega do ano. Cerca de 22 toneladas de produtos agrícolas foram entregues para 10 entidades beneficentes que atuam na capital, por meio da Compra com Doação Simultânea (CDS). A entrega foi feita em 55 e em Manaus aconteceu no estacionamento da Sepror.

A possibilidade de distribuir sua produção a entidades filantrópicas sem haver qualquer desperdício e ainda receber pelo trabalho produzido chamou a atenção de Nailson Santarém de Lima, 43, a participar do programa. Ele é um dos mais de 600 agricultores que produzem abacaxi, melancia, banana, abobrinha e pimenta de cheiro, que são os produtos que fazem parte do PAA no Amazonas.



“A nossa produção é muito boa, produzo em média 70 mil frutos por mês. Quando não dá para escoar, perco 10% do meu produto. Com essa entrega, sem dúvida evita o desperdício já que geralmente fica abacaxi na beira da estrada e a feira não suporta tanto produto”, destacou.

Os fornecedores são incentivados,recebem até R$ 6,5 mil para comercializar a produção e entregar às entidades sociassistenciais cadastradas. “O produtor é selecionado para fazer o processo produtivo. É ele quem planta, cultiva e produz e, quando estabelece o ciclo, nós preparamos a entidade filantrópica para ela receber o produto. Quem recebe o pagamento desse edital é o agricultor familiar, e a entidade entra no elo final, ela que dá destino a essa produção”, explicou o secretário executivo adjunto da Sepror, Airton Schneider.

Conforme o secretário, qualidade dos produtos é verificada antes de serem distribuídos às entidades. “Nós estamos fazendo um esforço agora para validar as entregas para que ocorra o pagamento a esses agricultores familiares dessa sua produção”, disse.

“Nós estabelecemos um calendário e acompanhamos o processo produtivo para que ele efetivamente entregasse o produto em perfeito estado para que ele fosse feliz na sua entrega e comercializar seu produto de forma tranquila, segura e que pudesse chegar a uma entidade filantrópica que nós tanto sonhamos e hoje esta ocorrendo”, destaca.

O programa

O PAA é implantado por meio de Termo de Adesão, formalizado entre o Ministério da Cidadania e o Estado. No próximo ano, o programa terá continuidade com o aporte de R$ 4 milhões do Governo Federal. “Temos ainda a concluir 2020, ano em que nós fomos agraciados com R$ 4 milhões para ser aplicado aqui no Amazonas e as entidades filantrópicas estão nesse elo final recebendo esse alimento, é claro para seu uso ou consumo dentro do perfil de cada entidade”.

PAA  beneficia quase 100 entidades socioassistenciais

Ao todo, participam do programa 84 entidades socioassistenciais que atendem pessoas em situação de insegurança e vulnerabilidade social, alimentar e nutricional. Na entrega ocorrida  ontem em Manaus, foram beneficiadas 1.613 pessoas assistidas pelas mais variadas entidades que atuam na capital amazonense.

As 10 que participaram foram: Abrigo Coração do Pai, Organização Não Governamental (ONG) Renascer, Associação dos Idosos Paz e Bem (Assipab), Instituto Autismo no Amazonas (Iaam), Desafio Jovem de Manaus, Abrigo Moacir Alves, Instituto Amazonense de Ação Social (Iamasol), Igreja Adventista do 7º Dia, Secretaria Municipal da Mulher e o Acolhimento Institucional para Adultos e Família da Secretaria de Estado e Assistência Social (Seas).

“Ajuda várias pessoas por que nós doamos para mais de 60 famílias. As vezes, não conseguimos ajudar todas mas os mais necessitados, nós ajudamos. Se todo mundo desse um pouco de si, o nosso país não tinha tanta miséria e eu acho que os órgãos deveriam fazer isso sempre por que ajuda quem planta e quem recebe”, afirma a vice-presidente do Iamasol, Telma da Silva Prestes

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Repórter de Cidades
Jornalista formada pela Uninorte. Apaixonada pela linguagem radiofônica, na qual teve suas primeiras experiências, foi no impresso que encarou o desafio da prática jornalística e o amor pela escrita.

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