Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019
MELHORIAS

Governo do Amazonas vai acabar com a terceirização na Saúde, diz Dr. Gomes

Segundo deputado, a medida deve ser aplicada em no máximo 60 dias após a concretização de um estudo que está sendo realizado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas



LUTA_5A522934-5F49-43C3-A918-61B014536E0A.JPG Foto: Divulgação
17/09/2019 às 14:55

O líder da maioria do Governo do Amazonas na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), deputado Dr. Gomes (PSC), anunciou nesta terça-feira (17) que, “no máximo em 60 dias”, o executivo acabará com a terceirização da mão de obra na saúde. O comunicado foi feito após dezenas de trabalhadores terceirizados da Saúde ocuparem a galeria da Casa Legislativa cobrando uma solução para os salários atrasados.

De acordo com o parlamentar, os profissionais serão contratados e pagos diretamente pelo governo do Estado após a concretização de um estudo que está sendo realizado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam).



“Vocês não serão mais escravizados daqui a pelo menos 60 dias. O Governo está demonstrando seriedade e preocupação com vocês, está fazendo um estudo através da Susam. Vocês não serão mais funcionários de terceirizadas. Vocês serão funcionários do Estado. Daqui a 30, no máximo 60 dias. Esse sistema de terceirização vai acabar. Daqui a 60 dias, quando esse estudo será concluído, vocês não terão mais o salário atrasado. É o Governo do Estado que vai pagar diretamente para vocês. O governo mostrará que haverá mudança. As melhores mudanças dos últimos 10 anos estão por vir”, declarou o líder da maioria.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos em Serviços de Saúde (Sindiprev), Graciete Mouzinho, o receio dos trabalhadores é não ser contemplado nessa nova proposta de contratação. “A nossa preocupação é que os trabalhadores terceirizados, com certeza, ficaram de fora. Quem garante que no processo seletivo eles vão conseguir essa vaga? O certo seria o contrato diretamente ou então uma empresa que viesse a valorizar esses profissionais e tivesse esse dinheiro para pagar”, avalia.

Da tribuna, a líder do governo, deputada Joana D’arc (PL) informou aos trabalhadores que o governo vai liberar R$ 13 milhões em pagamentos para empresas até quarta-feira, dia 18. “O estado vai fazer a sua parte, mas as empresas precisam ter vergonha na cara e fazer os pagamentos: os que estão pendentes e os atrasados. O que importa é a resolução dos problemas e o dinheiro na conta do trabalhador”, ponderou.

Reunião

Segundo a presidente da Comissão de Saúde da ALE-AM, deputada Mayara Pinheiro (PP), na manhã desta quarta-feira (18) está agendada uma reunião no seio da comissão com representantes do sindicato dos trabalhadores terceirizados, técnicos da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Susam e parlamentares para estabelecer medidas para resolução do problema.

“Para que a gente possa cobrar da Sefaz, da Susam, e traçar todas as medidas necessárias, inclusive, as empresas se assim for o caso. Estamos trabalhando junto à Susam para que esse problema seja solucionado em definitivo, através do processo seletivo na saúde, que chegará para que vocês tenham estabilidade. É um direito do trabalhador que exerce o seu papel todos os dias e está lá na ponta fazendo muito mais que um médico”, afirmou.

Joana D’arca ponderou a necessidade de exigir das empresas terceirizadas o cumprimento da cláusula contratual que assegura o pagamento dos seus funcionários e também defendeu a realização de processo seletivo e concurso público para contratação de mão de obra na saúde.

“A pessoa se torna empregado do Estado e assim, entra na folha de pagamento e vai receber mensalmente. Não precisa ficar todo mês de ‘pires na mão’, nem podendo reclamar da empresa porque quando reclama corre o risco de ser demitido. Quando reclama sofre assédio moral e perseguição”, disse.

Blog: Serafim Corrêa, deputado estadual

“Um dos caminhos que me foi sugerido por uma pessoa que trabalha nessa área por muito tempo, não vou dizer o nome por uma questão óbvia, é de que essas pessoas fossem transformadas em temporárias pelo prazo de dois anos. O tempo necessário para que seja realizado e preparado o concurso público. O que essa pessoa me dizia: o Estado paga a empresa e a empresa não paga os trabalhadores. Eles vão para Justiça que condena o Estado por litisconsorte. E o Estado paga duas vezes. Essa conta já estava em fevereiro deste ano em R$ 300 milhões, ou seja, esse é o pior modelo que possa existir de terceirizar a mão de obra da saúde nessas condições. É muito melhor fazer com que se transforme em servidores temporários e na sequência fazer o concurso público dentro das regras do SUS (Sistema Único de Saúde). Esse é o caminho. Ao mesmo tempo que lamento por isso não ter sido feito em fevereiro, parabenizo porque, finalmente, em setembro, oito meses depois, estão fazendo aquilo que era o óbvio fazer desde fevereiro. Parabéns e sentimentos”.

News larissa 123 1d992ea1 3253 4ef8 b843 c32f62573432
Repórter de A Crítica

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.