Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
Manaus

Graduação feita no exterior é muito ‘pobre’ para o Brasil, diz presidente do CRM-AM

De acordo com o presidente do CRM, o órgão defende a realização do exame Revalida, uma prova de suficiência médica para revalidação de diplomas obtidos no exterior



1.jpg A segunda audiência realizada em Manaus para discutir o tema foi nesta terça-feira (05), na ALE
06/03/2013 às 10:41

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CRM-AM), Jefferson Jezzini, disse ser contrário à facilitação do exame Revalida para a contratação de médicos formados no exterior para atuar no Amazonas. Em audiência pública realizada nesta terça-feira (05) na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), o médico disse que estudantes militantes políticos e filhos de políticos que não conseguem ser aprovados em faculdades brasileiras estão por trás dessa proposta, que vem sendo defendida pelos senadores do Amazonas Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Eduardo Braga (PMDB).

Nesta que foi a segunda audiência pública realizada em Manaus para discutir o assunto - a primeira foi na Câmara Municipal de Manaus (CMM), no último dia 4 -, o presidente do CRM garantiu ser “temeroso” ver alunos abaixo da média no Brasil que vão estudar em Cuba, onde a grade curricular do curso é completamente diferente, tentando trabalhar no nosso País sem passar por qualquer nivelamento. Naquele país, segundo o médico, além de um curso rápido, de três anos e meio, os estudantes não têm disciplinas como Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ginecologia e Obstetrícia e Pediatria, consideradas “esteio e sustentáculo” da formação médica. “Querem dar medicina pobre para pobres”, desabafou o médico, ao citar que os contratados vão trabalhar no interior do Estado, onde a fiscalização do exercício médico é mais defícil.

Jezzini, que tem a mesma opinião do presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Viana, manifestada na CMM, lembrou que enquanto a carga de horas de estudo na grade curricular das faculdades de medicina brasileiras é de, no mínimo 7,2 mil, em Cuba é de menos de 5 mil, o que responde, por exemplo, pela reprovação de mais de 80% dos que fazem as duas provas do exame. No ano passado, o exame de revalidação dos diplomas de profissionais formados no exterior reprovou na primeira fase, a teórica, mais de 87,5% dos candidatos.

De acordo com o presidente do CRM, o órgão defende a realização do exame Revalida, uma prova de suficiência médica para revalidação de diplomas obtidos no exterior. Os critérios do exame foram estabelecidos pelo Ministério da Saúde (MS) e Ministério da Educação (MEC), através da secretaria de ensino superior, em conjunto com as universidades federais brasileiras. “Não é um bicho de sete cabeça, mas um exame composto de duas avaliações sucessivas e eliminatórias”, advertiu.


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