Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
VELOCIDADE E TÉCNICA

'Gravity Racer': a evolução dos carrinhos de rolimã atrai fãs nas ladeiras de Manaus

Organizados em 20 equipes e com uma descida de 700 metros à frente e sem tráfego, cerca de 100 estudantes universitários participaram da 2ª edição do Campeonato de Gravity Racer



11/12/2016 às 18:17

Eles são pequenos carros projetados  a partir de um  software de modelagem com a utilização de chapas e barras de metal,  rodas de bicicletas e outros materiais. Só tem um porém: esses carrinhos não tem motor e saem ladeira abaixo,  podendo atingir uma velocidade de até 70km/h.

São uma releitura dos antigos “carrinhos de rolimã”, mas com toda evolução de engenharia  e design dos  alunos do curso de dos cursos de engenharia mecânica, engenharia de controle e automação, engenharia elétrica e engenharia de produção do Centro Universitário do Norte (Uninorte), que estão inseridos no “Projeto Pegasus”,  cujo  objetivo  é  promover competições universitárias, além de envolver o aluno e ajudá-lo a desenvolver suas habilidades. 

Organizados em 20 equipes e com uma descida de 700 metros à frente e sem tráfego, cerca de 100 estudantes universitários participaram da 2ª edição do Campeonato de Gravity Racer (corrida por gravidade). O evento ocorreu na manhã deste domingo (11) na rua Visconde de Porto Seguro, Parque das Laranjeiras, (no trecho da ladeira que dá acesso à Avenida das Torres).

O coordenador do campeonato e do curso de engenharia e automação da Uninorte, professor Daniel Dias Filho, explica que  a corrida é uma forma de incentivar a pesquisa acadêmica entre os estudantes. “A competição é um evento motivacional para os alunos, mas o que interessa para nós educadores é a questão do conhecimento. Queremos também mostrar à comunidade o que estamos produzindo aqui dentro. Esse alunos estão aprendendo a trabalhar na suspensão, direção, frenagem e estrutura, bem como, a parte aerodinâmica”, afirma. 

Fórmula da competição

Daniel explica que o campeonato foi dividido em duas etapas, a primeira, em que a velocidade irá definir os primeiros colocados, e a segunda, onde a técnica de rapidez irá prevalecer.

“Vence a equipe que tiver a menor média de tempo na descida da avenida e ainda apresentar a estrutura de segurança adequada, com freios, capacete e vestimenta”, diz. Ele ressalta que a competição segue a rígida regra e padrão da Confederação Francesa de Gravity Racer.

As regras não param por aí, principalmente no que diz respeito à promoção da segurança e aspectos igualitários entre os competidores. Por isso, uma semana antes os carrinhos são avaliados e no dia do evento eles são reavaliados pela comissão julgadora. Para participar, os alunos precisam formar uma equipe de no mínimo cinco e no máximo dez participantes.

Também faz parte das regras, a previsão de uma hora de ajuste dos carrinhos no ambiente da prova e no dia da competição. “Em casos não previstos no regulamento prevalece a decisão da comissão julgadora”.

Nova modalidade

Para as próximas competições está previsto uma nova modalidade, a de eficiência energética, na qual os carrinhos serão movidos a motores elétricos e a gasolina. “Serão motores de baixa potência de 5Hp, revelou o professor Daniel Dias.

Criatividade e homenagens

Durante a competição realizada na manhã deste domingo, alguns dos carros chamaram bastante atenção do público pela criatividade e outros pelas homenagens. 

Um deles, por exemplo, foi  construído com madeira laminada. Segundo o coordenador e autor do projeto, Cleiton Mafra, da equipe “Mad Max”, aluno do 6º período do curso de engenharia mecânica, o veículo foi feito a partir de um software de modelação em 3D. Em seguida, foi feita a simulação e parte prática com a utilização de tubos e metalon e, posteriormente, a carenagem com a utilização de madeira. “Esse tipo de madeira é bastante utilizado nas embarcações e optamos por este novo conceito por conta do tema - inovação”. 

Além deste novo conceito, duas equipes (Feras da Engenharia e Power Rangers) optaram por homenagear as vítimas do voo LaMia, que matou jogadores da Chapecoense e outros trabalhadores.

Medidas e custo

Os automóveis foram produzidos levando em consideração medidas específicas de altura, largura e peso para não prejudicar o desempenho. Os carros pesam no máximo 150 kg e medem até 2m de comprimento por 1,3m de largura.

A média de custo aplicado na construção do “carrinho” é de R$ 3 mil, podendo chegar a R$ 5 mil, dependendo do emprego de tecnologia no veículo, segundo informações da coordenação do Gravity Racer Amazonas.

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