Domingo, 16 de Junho de 2019
DE VOLTA ÀS AULAS

Greve chega ao fim e professores do AM voltam às escolas na segunda (27)

Em assembleia geral, trabalhadores da Educação aceitaram as propostas feitas pelo governo



SINTEAM_3ABB7573-076B-4A77-AB7E-240FC30A7752.JPG Foto: Divulgação
25/05/2019 às 17:31

A greve dos professores e trabalhadores de Educação do Amazonas chega ao fim e, na próxima segunda-feira (27), as aulas serão normalizadas nas escolas da rede estadual de ensino após 41 dias. A conclusão da greve se deu neste sábado (25), após uma assembleia geral realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).

Em aclamação no Sindicato dos Urbanitários, na Cachoeirinha, na Zona Sul de Manaus, os professores aceitaram as propostas feitas pelo Governo do Estado. Com a medida, os professores aceitam a reposição salarial imediata de 4,73%, retroativo a março/2019.

Na última sexta-feira (24), também em  assembleia geral extraordinária, o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), em decisão da maioria dos presentes, já havia deliberado pelo encerramento da greve da categoria.

A greve começou em 15 de abril com o protesto que ficou famoso como a “Marcha das Sombrinhas”, na qual os educadores manifestaram pelas ruas do Centro da cidade em meio à chuva. De lá até hoje, contabiliza 70% de paralisação na capital e 100% em cerca de 40 municípios, segundo números do Sinteam.

Passe decisivo

Na última quinta, a Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) aprovou por unanimidade o Projeto de Lei (PL) n° 293/2019, que reajusta em 4,73% a remuneração de todos os servidores da educação no Amazonas, retroativo a 1º de março de 2019. Além disso, aprovou a extensão do vale-transporte para servidores de 40h e 60h; aumento no auxílio-localidade de R$ 80 para trabalhadores da sede e R$ 120 para os da zona rural; reajuste no vale alimentação de R$ 450 para todos os servidores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc); pagamento das progressões horizontais e verticais; desistência, por parte do governo, da ação judicial contra sindicato e trabalhadores; e a elaboração de um calendário único para reposição das aulas.

As escolas que paralisaram as atividades parcialmente terão que cumprir o calendário de reposição junto com as que paralisaram totalmente. O calendário não valerá para as escolas que funcionaram 100%. As datas serão analisadas e aprovadas pelo Conselho Estadual de Educação.

“Somente uma assembleia geral poderia decidir o futuro da categoria. O sindicato sozinho não tem poder para isso”, explicou a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, antes da confirmação do fim da greve. Ela ressaltou que foram realizados diversos eventos até terminar a paralisação, e frisou a união da categoria.

“Agora nós somos uma só categoria e não podem dizer que após tudo isso somos desunidos. Seremos vigilantes e serão quatro anos de muita luta. Vamos seguindo nosso slogan 'Ninguém Solta a Mão de Ninguém', e se precisar estaremos nas ruas de novo”, comentou a dirigente, já após a assembleia.

Reposição

“O AspromSindical fará uma proposta de Calendário de Reposição de aulas para garantir  o cumprimento  dos 200 dias letivos, e  encaminhará para a Seduc para contribuir no Calendário que será aprovado pelo Conselho  Estadual de Educação”, disse Lambert Melo, coordenador financeiro da Asprom.

Repórter de A Crítica

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