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Manaus
GREVE DOS PROFESSORES

'Greve de professor não é greve de comerciante', diz secretário da Seduc

Após ação judicial suspender greve, secretário Lourenço Braga alerta que, a partir deste sábado (23), professores que não comparecerem ao trabalho serão penalizados com falta 23/03/2018 às 17:52
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Secretário Lourenço Braga (Foto: Jander Robson)
Danilo Alves Manaus (AM)

O titular da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), Lourenço Braga afirmou, na tarde desta sexta-feira, que a partir deste sábado (24) todo e qualquer professor da rede estadual de ensino que não comparecer ao trabalho será penalizado como falta.

"Eu, como professor, acredito que a classe tem todo o direito de se manifestar. Mas, como secretário, faço apelo aos professores para que compreendam e acatem a decisão judicial. O apelo se estende até mesmo pela questão financeira", comentou o secretário.

Para Lourenço, "greve de professor não é greve de comerciante". Uma paralisação desta magnitude, considerando que mais de 10 mil funcionários públicos aderiram ao movimento, afeta diretamente a sociedade.

"Temos os alunos, temos a sociedade. Isso que é prioridade no momento. Uma greve de professor não é greve de comerciante. Afeta a todos, diretamente. Por isso, endosso os méritos usados pela desembargadora na ação" afirmou.

Com duas frentes trabalhistas, A Associação dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom) e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) em estado de deflagração de greve, o secretário aponta que o segundo, que é o representante legal da classe, ainda não entrou em greve de fato - apenas deliberou por isso, restando os trâmites legais para a oficialização da greve. O órgão, junto ao Governo, vai buscar meios de impedir que ela se instale.

"O Sinteam ainda não está em greve. Eles deflagaram ontem (22), mas é na segunda-feira que os documentos legais de reconhecimento de greve devem ser entregues. Com isto, eles precisam aguardar 72 horas para dar início real à paralisação. Vamos juntos à justiça para tentar impedir que isto aconteça".
 

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