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Greve dos professores da Ufam é deflagrada nesta terça-feira (9)

A paralisação é por tempo indeterminado.  Ao todo, 292 votos foram favoráveis à greve, 271 contrários e 4 abstenções – os números são referentes aos votos dos docentes da capital e do interior 09/06/2015 às 17:47
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Maioria dos servidores concordaram com a deflagração da greve
Rafael Seixas e Mariah Brandt Manaus (AM)

Foi deflagrada a greve dos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) nesta terça-feira, 9, durante assembleia geral (AG) ocorrida no auditório Eulálio Chaves, localizado no Setor Sul do Campus Universitário. A paralisação ocorrerá a partir da próxima segunda-feira (15). Ao todo, 292 votos foram favoráveis à greve, 271 contrários e 4 abstenções – os números são referentes aos votos dos docentes da capital e do interior.

A assembleia iniciou, às 15h, com uma rodada de debate entre 10 professores, sendo cinco a favor e cinco contra a greve. Depois foi solicitada outra rodada, mas a plenária não aceitou. Havia alguns docentes que não queriam considerar os votos dos professores de fora da sede (atuantes nos interiores do Estado). Para sanar o problema foi levado em consideração o estatuto da Associação dos Docentes da Ufam (Adua). Os profissionais da educação atuantes no interior votam na reitoria, diretoria e presidência da Adua, por isso foram contabilizados os seus votos.

Foto: Jairo Ferraz / Freelancer

“Sou a favor da greve. Estamos em defesa das universidades públicas, do nosso plano de carreira, de verbas para pesquisas, projetos de extensão, investimentos nos aparelhos da educação brasileira e uma abertura com o governo federal. Neste momento, nós estamos conversando sobre o fundo de greve. Também deve sair daqui o delegado que nos representará no comando do movimento nacional em Brasília. Devemos montar um comando unificado em Manaus. Vamos chamar o DCE (Diretório Central dos Estudantes da Ufam), embora sejam contrários à greve”, disse Ademir Ramos, professor do curso de Sociologia da Ufam.

Votação

A greve nacional dos docentes das Instituições Federais de Ensino (IFE) foi aprovada pela ampla maioria das 43 seções sindicais do ANDES-SN em reunião realizada nos dias 15 e 16 de maio, da qual participaram 61 professores, representantes das seções sindicais. Cada seção sindical tem autonomia para declinar ou acompanhar tal decisão, inclusive definindo a data para deflagração, caso assim seja aprovado pela base da categoria.

“Chamamos os professores em todo o País a participarem das assembleias que serão realizadas para tratar da deflagração da greve. A hora é agora, as universidades e demais instituições federais de ensino estão à míngua, sem condições de funcionamento, enquanto o governo anuncia que vai promover mais cortes”, conclamou o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), Paulo Rizzo, durante reunião do setor das universidades federais, em Brasília. 

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