Domingo, 21 de Abril de 2019
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GREVE DOS PROFESSORES

Greve dos professores estaduais já afeta escolas de 22 municípios do Amazonas

Os professores reivindicam reajuste de 15% no valor da data-base. Governo diz que tem se mantido aberto ao diálogo com os representantes das categorias


15/04/2019 às 19:22

A greve dos professores estaduais, iniciada nesta segunda-feira (15), já afetou um total de 22 municípios do Amazonas, conforme números disponibilizados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam). Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), já estão paralisadas 66 escolas de Manaus e 96 no interior, de um total de 598 unidades de ensino em todo o Estado.

Entre os municípios do interior com unidades de ensino total ou parcialmente paralisadas estão Benjamin Constant, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Coari, Codajás, Eirunepé, Fonte Boa, Humaitá, Itacoatiara, Itapiranga, Juruá, Manacapuru, Manicoré, Maués, Nhamundá, Noca Olinda do Norte, Parintins, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga e Tefé.

Durante o início da greve, na manhã desta segunda-feira, ao menos 600 trabalhadores da rede estadual de ensino participaram, sob intensa chuva, do ato de abertura das paralisações. O objetivo é pressionar o Governo do Estado a retomar a mesa de negociações com a categoria, que reivindica reajuste de 15% no valor da data-base.

Segundo o Sinteam, entidade representativa legal da categoria, a diretoria não teve acesso à decisão judicial que determinou a suspensão do indicativo de greve para hoje, sob risco de pagamento de multa no valor de R$ 20 mil (por dia), podendo chegar até R$ 400 mil, caso não fosse cumprida a medida.

O governo, por meio da Seduc-AM, manteve a proposta de aumento em 3,93%. “É um valor pífio. Já se passou um mês do vencimento da data-base e o que temos até agora são cartas de intenções”, afirmou Cleber Ferreira, diretor financeiro do Sinteam.

Posicionamento

Em nota, a Seduc-AM informou que a decisão da Justiça, que atende um pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE) em relação ao indicativo de greve dos sindicatos, teve como objetivo assegurar o funcionamento da rede estadual de ensino e não prejudicar os 420 mil alunos.

Ainda de acordo com a pasta, vale ressaltar que Governo do Amazonas, que em janeiro honrou o pagamento 9,38% da data-base de 2016, tem se mantido aberto ao diálogo com os representantes das categorias para apresentar as propostas e possibilidades do Estado em relação às reivindicações dos trabalhadores da educação e já assegurou o pagamento da data-base em percentual de 3,93%, como fez com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e delegados de Polícia Civil. Todas essas categorias receberão em relação a 2019 a reposição salarial, uma vez que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impede a oferta de percentuais maiores na data-base.

Para os trabalhadores da educação, conforme a Seduc-AM, além do cumprimento da data-base, o Estado apresentou a proposta de pagamento das progressões horizontais por tempo de serviço, garantindo mais 2% de reajuste para 22 mil profissionais da educação. Além disso, propôs o pagamento das progressões verticais por qualificação que podem representar ganhos de 12%, 50% e 55%. As duas propostas foram apresentadas como uma alternativa para garantir ganhos reais aos servidores da educação.

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