Sábado, 07 de Dezembro de 2019
HÁ UMA SEMANA

Greve dos professores no AM: educadores realizam ações e cobram contraproposta

Atos na Ponte Rio Negro e na sede do executivo estadual foram realizados nesta segunda-feira (22)



ponte_rio_negro_B9C237E8-14F9-460F-864B-A9B872692E1D.JPG Fotos: Sandro Pereira
22/04/2019 às 11:21

Há uma semana paralisados, os professores da rede estadual realizaram manifestações nesta segunda-feira (22) com o objetivo de pressionar o Governo do Estado a apresentar uma contraproposta para as reivindicações da categoria. São elas: reajuste real de 15% no salário, 100% de reajuste do auxílio alimentação, auxílio transporte para professores com carga horária de 40 horas semanais, eleição direta para gestores, segurança nas escolas, progressão vertical e horizontal, entre outros.

Por volta das 8h de hoje, o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) realizou um ato público em frente à sede do executivo estadual, na Avenida Brasil, na Zona Oeste de Manaus



“A contraposta versa muito sobre as reivindicações da categoria, são critérios que o governador diz e permanece na sua conduta que só vai reajustar na reposição da inflação que é 3,93%. Mesmo assim, nós iremos convocar a assembleia, vamos apreciar e deliberar se a categoria aceita ou rejeita a contraproposta do governo”, explica a presidente da Asprom Sindical, Helma Sampaio.

Ainda de acordo com ela, caso não haja a contraproposta, os professores e pedagogos montarão acampamento por tempo indeterminado na sede do governo. “Nós queremos essa contraproposta, acreditamos que essa é uma atitude de respeito do governador à nossa categoria. Se ele não enviar, nós montaremos um acampamento de resistência a partir de hoje na sede do governo”, afirmou ainda.

Por volta das 9h de hoje, os professores e pedagogos também participaram do ato promovido pelo Sindicato dos Trabalhos em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), que responde pela categoria, e paralisaram a entrada da Ponte Rio Negro, na Zona Oeste, para chamar a atenção da sociedade para a luta da categoria. Em cada zona de Manaus, há uma coordenação de comando de greve.

A professora da rede estadual Beatriz Calheiro, uma das coordenadoras de comando de greve do Sinteam na Zona Norte, ressalta as problemáticas da localidade. “Além da pauta principal que é o reajuste de 15%. Temos as pautas específicas que são as salas de aulas lotadas, e a falta de segurança nas escolas. Isso são leis que não são cumpridas e precisam ser. O conjunto de reivindicações, que venceu no dia 1° de março, precisa de prazo e não está acontecendo”, explicou ainda.

A Secretaria de Educação do Estado do Amazonas (Seduc-AM) informou que uma reunião está ocorrendo na sede do governo com os representantes da categoria dos professores e pedagogos.

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Repórter de Cidades
Jornalista formada pela Uninorte. Apaixonada pela linguagem radiofônica, na qual teve suas primeiras experiências, foi no impresso que encarou o desafio da prática jornalística e o amor pela escrita.

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