Domingo, 08 de Dezembro de 2019
GREVE DOS PROFESSORES

Greve dos professores será marcada por protestos em Manaus nesta segunda (22)

Paralisação dos profissionais da rede estadual completa uma semana. Nesta segunda-feira, representantes da Asprom Sindical devem se reunir com o Governo



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21/04/2019 às 10:37

A greve dos professores da rede estadual, deflagrada no último dia 15, irá completar uma semana nesta segunda-feira (22). A data será marcada por manifestações convocadas tanto pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) quanto o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical). Os dois sindicatos, apesar de não trabalharem de forma conjunta, são os responsáveis pelo movimento grevista.

Segundo a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, o comando de greve irá realizar, a partir das 9h, um ato público na Ponte sobre o Rio Negro. “A ponte é um símbolo do nosso Estado. Vamos aproveitar para chamar trabalhadores de Iranduba, Manacapuru, Novo Airão e dos demais municípios da Região Metropolitana”, afirmou.



Também nesta segunda-feira (22), o comando de greve, mobilizado pela Asprom-Sindical, irá realizar manifestações em frente à sede do Governo do Estado, na Zona Oeste de Manaus, a partir das 8h. A expectativa dos grevistas da Asprom é a de que o governador Wilson Lima apresente, no mesmo dia, uma contraproposta à reivindicação dos 15% de reajuste dos professores.

Decididas após reunião nesse sábado (20), as deliberações da Asprom-Sindical indicam a realização de acampamento e vigília na frente da sede do governo. Em nota, o sindicato declarou que, caso obtenham uma contraproposta melhorada, irão convocar assembleia extraordinária para avaliar a proposta e o prosseguimento das paralisações.

Questionada pela reportagem de A CRÍTICA sobre uma possível contraproposta por parte do governador Wilson Lima, a presidente do Sinteam informou que ainda não possui nenhum posicionamento do governo do Estado. “Estamos abertos ao diálogo com o governador, mas não fomos convidados para a reunião do dia 22”, disse a presidente.

Conforme o coordenador financeiro da Asprom Sindical, Lambert Melo, apesar de esperar uma contraproposta do governo nesta segunda-feira (22), as tratativas continuam sem avanços nas negociações. 

Já a coordenadora-geral da Asprom, Helma Sampaio, divulgou vídeo informando que, caso o governo não ofereça uma contraproposta aos grevistas, o comando geral de greve irá acampar na frente da sede do governo, em vigília. "A nossa luta é justa e a resistência precisa ser revigorada com a força que é exemplar de quem é professor e acredita que merece ser respeitado e valorizado", disse a coordenadora. 

Governo alega dificuldades financeiras

Após uma reunião entre a Asprom-Sindical e o secretário estadual de Fazenda, Alex Del Giglio, na última quarta-feira (17), na sede do Governo, Zona Oeste de Manaus,  Giglio alegou que o Governo passa por dificuldades financeiras e legais que impedem de conceder ganhos reais aos servidores da Educação em 2019. O Governo havia oferecido contraproposta inicial de 3,93% de reajuste aos professores.

"O pleito é mais que justo. Todo servidor quer ganho real no salário, quer progredir, mas na situação fiscal e financeira em que o Estado se encontra, não podemos. Estamos impedidos inclusive legalmente’’, disse Alex Del Giglio, ao explicar que, de acordo com Responsabilidade Fiscal (LRF), o Estado é proibido de gerar qualquer gasto com pessoal quando esse tipo de despesa passa de 46,55% da Receita Corrente Líquida (RCL).

Decisão Judicial

Tanto o Sinteam quanto a Asprom declararam, por meio de nota, que irão recorrer da decisão judicial assinada pelo desembargador Elci Simões de Oliveira, no último dia 12, que determinou a suspensão do então indicativo de greve, que estava prevista para iniciar no dia 15. Na decisão, o desembargador estabeleceu multas e até o desconto dos servidores que deixassem de trabalhar em função da adesão ao movimento grevista.

“Nossa greve é legal. Cumprimos todos os requisitos. Realizamos assembleia específica, avisamos a Seduc, ao governo e a sociedade com 72 horas de antecedência. O direito à greve é previsto na Constituição Federal. [...] Estamos pedindo uma conversa com o governador há quatro meses e não temos data para isso ocorrer”, afirmou a presidente do Sinteam, Ana Cristina, ao destacar que, até o momento, ela não foi notificada oficialmente pela justiça.

Sobre o corte no ponto dos trabalhadores grevistas, Ana Cristina afirmou que vai recorrer e denunciar o que ela considerou como ‘assédio moral’ por parte da Seduc e do Governo. “Essa medida prejudica os estudantes, na medida em que impede que os professores reponham as aulas. Nós temos compromisso com a educação e vamos brigar para repor conteúdo e aula para que nenhum estudante saia prejudicado”, declarou.

 

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Repórter de A Crítica

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