Publicidade
Manaus
MEDIDA

Greve dos Rodoviários é descartada ‘por enquanto’, diz presidente do sindicato

Rodoviários e Sinetram entraram em acordo nesta sexta-feira (20) durante reunião. Mas, segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, caso não seja cumprindo o acordo novas greves serão realizadas na capital 20/07/2018 às 17:10
Show givancir
Foto: Divulgação
Izabel Guedes Manaus (AM)

Por enquanto não vai ter greve. Foi o que afirmou Givancir Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), após uma reunião na sede do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). O encontro ocorreu na tarde dessa sexta-feira (20).

“Por hoje não vai ter greve, mas caso o acordo firmado hoje não seja cumprido outras manifestações podem acontecer. Foi uma reunião tensa. Nossa pressão é para que não atrase mais os pagamentos. Vamos acreditar”, declarou Givancir.

Os sindicatos entraram em acordo e o adiantamento do salário, que deveria ter sido pago hoje, vai ser pago na próxima terça-feira (24). As negociações aconteceram após quase três horas de reunião.

O presidente do Sinetram, Algacir Gurgacz, comentou que a demora nas negociações ocorrem porque é preciso fazer cálculos e assim evitar novos atrasos. “Vamos pagar os atrasos já com o reajuste de 5,5%. A demora ocorre muitas vezes pelo desequilíbrio do sistema, mas estamos tentando resolver”, garantiu.

Os Rodoviários tinham prometido fazer uma greve geral  hoje, a partir das 15h, como reivindicação dos trabalhadores em reivindicação ao pagamento de salários atrasados, que até o dia 17 de julho não haviam sido pagos pelas empresas que administram o sistema.

Ontem (19), o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11), determinou a circulação de pelo menos 70% da frota em caso de paralisação. A pena de pagamento de multa em caso de greve geral seria de R$ 50 mil por hora de paralisação.

Na quinta-feira da semana passada, os Rodoviários paralisaram ônibus dentro do Terminal de Integração 1, na avenida Constantino Nery, e em ruas do Centro da capital.

Na ocasião, Givancir informou que a paralisação foi organizada pelos próprios trabalhadores como forma de “advertência” em virtude dos salários atrasados.

Publicidade
Publicidade