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Greve em Iranduba deixa mais de 15 mil alunos sem aula

A promessa do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas em Iranduba (Sinteam-Iranduba) é paralisar as atividades escolares até que a Prefeitura da cidade conceda aumento salarial de 20%. O Executivo Municipal oferece 4,5%, e diz que esbarra na Lei de Responsabilidade Fiscal 02/04/2013 às 13:03
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O prefeito de Iranduba Xinaik Medeiros, diz que a perda de R$ 1,5 milhão do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) feriu gravemente as contas da cidade
JOELMA MUNIZ Manaus

Mais de 15 mil alunos das 71 escolas que integram a rede municipal de ensino de Iranduba, localizado na Região Metropolitana de Manaus, ficarão sem aulas a partir das 12h desta terça-feira (2). A paralisação das atividades escolares acontece porque os educadores do município ‘cruzarão os braços’ em greve por aumento salarial de 20%.

A informação é da delegada do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas em Iranduba (Sinteam-Iranduba), Marcília Pizano Miranda. De acordo com a professora, mesmo após um dia de negociações com representantes do Executivo Municipal, não foi possível chegar a um acordo.

Conforme explicou Marcília, o prefeito da cidade Xinaik Medeiros, propôs reajustar o vencimento da categoria em 4,5%. Para ela, a porcentagem não condiz com a necessidade da classe.

“Fizemos os cálculos com base nos valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) que teve um incremento de 7,97% por parte do Governo Federal e chegamos a conclusão de que poderíamos solicitar um reajuste de até 20%. A prefeitura se diz impossibilitada de chegar a essa fração e não entendemos por que, já que os repasses para a educação são federais”, questionou a delegada.

Marcília acusa a Prefeitura de Iranduba de não cumprir com o teto salarial da categoria, que nacionalmente é de R$ 753. Segundo a educadora, para ensinar em Iranduba, os professores em fase inicial de carreira recebem R$ 686.

“Quando iniciamos as conversas sobre o aumento, solicitamos da secretaria de Educação da cidade que nos enviasse as folhas de pagamento da educação e constatamos que a atual administração não está cumprindo com Leis Federais que exigem que os municípios utilizem 60% dos recursos do Fundeb com o pagamento de professores. Isso é no mínimo estranho”, analisou.

Prefeito diz que esbarra na responsabilidade fiscal

Em 3 meses de gestão, o prefeito de Iranduba Xinaik Medeiros, já enfrenta duas serias batalhas. A primeira é de fazer com que mais de 800 professores aceitem um reajuste 15,5% inferior do que o requerido pela classe, e o segundo cumprir o que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que proíbe o comprometimento de mais de 54% da receita corrente liquida dos municípios com falha de pagamento.

Xinaik comentou em conversa com a reportagem, que está entre “cruz e a espada”. “Não posso ser irresponsável e oferecer aquilo que não posso dar. Temos que respeitar a Legislação e o que eles pedem prejudica legalmente o município. Ofereci 4,5% em um primeiro momento, e estamos estudando uma maneira de aumentar o valor no decorrer da gestão”, frisou.

O gestor afirmou que a perda de R$ 1,5 milhão do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) feriu gravemente as contas da cidade e que por isso precisa frear os gastos da Prefeitura.

“Perdemos R$ 1,5 milhões do FPM, e isso nos prejudicou. Peço aos professores paciência, estamos começando nossa gestão e pedimos compreensão”, ponderou.





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