Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
MOVIMENTO

Greve contra reforma da Previdência atinge unidades da Ufam no interior

Os municípios de Itacoatiara, Benjamin Constant, Coari, Humaitá e Parintins registram atos de greve na manhã de hoje. Movimento contra reforma é nacional



agora_ufam_2_E5722A0B-D969-46AC-B69C-B824F275E749.JPG Foto: Divulgação
14/06/2019 às 12:05

Além do campus Manaus, cinco campi (unidades) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) no interior do Amazonas registraram ato da greve geral na manhã desta sexta-feira (14), contra a reforma da Previdência e o bloqueio de verbas nas universidades federais. São eles: Itacoatiara, Benjamin Constant, Coari, Humaitá e Parintins.

Em Parintins, cidade localizada a 369 quilômetros de Manaus, professores e estudantes da Ufam e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) realizaram aulas públicas na Praça Eduardo Ribeiro, em frente ao mercado municipal. Pela tarde, os manifestantes irão realizar uma grande passeata nas ruas do município com concentração na Praça dos Bois, nas proximidades do Bumbódromo.

“Na passeata, teremos muitos triciclos, veículos, pessoas com cartazes e faixas em uma grande mobilização da sociedade contra a reforma. Não chamamos de reforma, é uma destruição e uma dissolução da previdência social. A reforma não é benéfica para o trabalhador”, afirmou o professor do curso de jornalismo da Ufam, campi Parintins, Lucas Milhomem.

Segundo o professor universitário, a principal crítica dos trabalhadores é a retirada da Constituição Federal da obrigação do Estado em garantir a previdência social repassando ao trabalhador a competência, inserção do regime de capitalização.

“Essa mudança é danosa e prejudicial. Se o trabalhador quiser se aposentar agora terá que pagar uma previdência privada através dos bancos, que têm outras regras. Só abre o grande mercado para iniciativa privada. A reforma visa favorecer esse mercado”, disse Lucas.

A proposta de capitalização estava no texto original da reforma, mas foi retirada do relatório da Comissão Especial de Previdência, de autoria do deputado federal Samuel Moreira (PSDB-SP). Na quinta-feira, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, confirmou, em entrevista, a intenção de o governo insistir no regime de capitalização.

Outros municípios

Em Coari, distante 450 quilômetros de Manaus, poucos servidores públicos optaram em parar as atividades nesta sexta-feira. De acordo com a psicóloga e técnica de assuntos educacionais do Instituto de Saúde e Biotecnologia (ICB), Ananda Gomes, o clima na instituição é de preocupação a respeito dos ‘desmontes’ do governo, bloqueio nas universidades federais.

“Infelizmente, aqui no campus Coari a adesão está fraca, mas estamos aqui resistindo. A preocupação é com os desmontes na educação e a reforma Previdenciária. Estamos preocupados com a subsistência do Instituto. Com os cortes do Governo Federal será insustentável manter o campi. Hoje já não temos orçamento suficiente e passamos por dificuldades. Falta incentivo e mais investimentos para os campi do interior", declarou a psicóloga do instituto, que oferece cursos de licenciatura de biologia, química, matemática e bacharelado em medicina, nutrição, fisioterapia e biotecnologia.

Nos municípios de Benjamin Constant e Itacoatiara, as atividades pela manhã foram de oficina de elaboração de cartazes, banner e faixas e à tarde será realizado passeatas. Em Benjamin, o ato sairá do Instituto de Natureza e Cultura (INC), enquanto em Itacoatiara a concentração está marcada no Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (ICET) com caminhada até a Praça do Mirante.

Em Humaitá, a programação da greve incluiu oficinas e debates no Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente  (IEAA) e uma caminhada à tarde sairá do campi até a orla da cidade.

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