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Manaus
GREVE

Greve geral dos professores da rede estadual inicia às 13h de hoje, afirma Sinteam

Apesar de parte de a categoria estar paralisada e manifestando desde a semana passada, o movimento grevista precisa esperar o prazo legal de 72h 26/03/2018 às 10:38 - Atualizado em 26/03/2018 às 10:48
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Reunião do comando de greve da Zona Sul/Centro-Sul, no Largo São Sebastião (Foto: Winnetou Almeida)
Vinicius Leal e Alik Menezes Manaus (AM)

A greve geral dos professores da rede estadual de ensino do Amazonas deve iniciar oficialmente a partir das 13h desta segunda-feira (26), segundo informou o diretor-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Cleber Ferreira. De acordo com ele, apesar de parte de a categoria estar paralisada e manifestando desde a semana passada, o movimento precisa esperar o prazo legal de 72h desde a assembleia geral do Sinteam, ocorrida na última quinta-feira (11) – contando a sexta-feira, o sábado e hoje, segunda.

“É importante ressaltar que o movimento já estava na rua, mas a partir das 13h hoje, respeitando o prazo de 72 horas, os professores entram em greve geral, a greve legítima. Ainda não temos como informar uma número exato de quantas escolas aderiram ao movimento, mas é certo dizer que a maioria dos professores decidiram e apoiam a greve”, disse Cleber à reportagem do Portal A Crítica.

Em paralelo ao movimento grevista do Sinteam, que é o sindicato que responde legalmente pela categoria dos professores, outra entidade liderou também um movimento grevista em Manaus e em cidades do interior do Estado. Foi o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), que mobilizou cerca de 12 mil professores nas ruas da capital também na última quinta-feira (22) na deflagração de uma greve.

Entretanto, na última sexta (23), com cerca de 70% das escolas estaduais paradas, o Governo do Estado conseguiu através de uma ação judicial a suspensão da greve liderada pela Asprom, sob multa de R$ 20 mil por dia, limitados a R$ 400 mil, em caso de descumprimento. A decisão, tomada pela desembargadora Socorro Guedes, entendeu que a Asprom não possuía legitimidade para representar os docentes, já que se limitava a atuar em Manaus, e também porque a desembargadora considerava a educação um “serviço público essencial”.

Paralisações e proposta

Há duas semanas os professores da rede estadual de ensino do Amazonas vêm promovendo paralisações e atos de protesto em escolas de Manaus e do interior do Estado. Eles exigem reajuste salarial de 30% e mais 5% real de salário, totalizando um índice de 35%. Além disso, a categoria busca manutenção do plano de saúde, que foi cortado para parte deles, e vale alimentação.

Porém, o Governo do Estado se propõe a pagar a data base de 2017 no percentual de 4,57%, o que foi rechaçado pela categoria. Também foi oferecido aumento em R$ 200 do vale-alimentação dos docentes em sala de aula, totalizando R$ 420; promoções verticais de 3.516 professores que concluíram títulos de graduação; extinção da taxa de 6% do vale-transporte; e auxílio localidade de R$ 30 para R$ 200, e até R$ 1 mil dependendo da distância em casos de professores que trabalham em interiores.

Comandos zonais de greve

Também nesta segunda (26) ocorreram em todas as zonas de Manaus reuniões com os comandos zonais da greve promovida pelo Sinteam. Com objetivo de definir ações, logística e programação do movimento, os encontros aconteceram nas seguintes zonas: Zona Norte, na Praça São Bento, Cidade Nova; Zona Sul/Centro-Sul, no Largo São Sebastião; Zona Centro-Oeste, na Praça do Dom Pedro; Zona Oeste, no Centro de Convivência Magdalena Arce Daou; e na Zona Leste, na quadra da Escola de Samba Grande Família.

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