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Greve nos ônibus é suspensa após promessa de empresa

O acordo para formalizar o pagamento de FGTS atrasado deverá ser assinado pelo Sinetram nesta quinta (29) 28/08/2013 às 21:05
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Os ônibus da Global atendem principalmente moradores da Zona Leste da cidade
VINICIUS LEAL Manaus (AM)

A paralisação no transporte coletivo por funcionários da empresa Global em Manaus, prevista para essa sexta-feira (30), foi cancelada após uma reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT) nesta quarta (28). Ficou acertado previamente que a empresa vai regularizar o pagamento dos benefícios atrasados aos rodoviários.

Conforme a procuradora do trabalho Alzira Melo Costa, essa negociação antecede um acordo que deverá ser formalizado na manhã desta quinta (29), às 10h. “O Sinetram (sindicato das empresas) está convidado a comparecer aqui em audiência e assinar esse acordo. Nosso objetivo é solucionar o problema para evitar a greve”, disse.

Rodoviários, a prefeitura de Manaus e empresa Global estiveram presentes na audiência no MPT. Os representantes do Sinetram não compareceram. Esperamos que esse acordo seja cumprido. Temos outros problemas internos, mas a priori está descartada a paralisação”, declarou Josildo Oliveira, representante dos rodoviários.

Crise no sistema

A empresa Global não vinha efetuando o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores, o que gerou constantes paralisações na cidade. A última greve anunciada e posteriormente cancelada iria ocorrer nesta terça (27).

Ao todo, são 10 empresas que prestam serviço de transporte na capital. Conforme a procuradora Alzira Melo, a maioria possui problemas com pagamento de FGTS e outros benefícios trabalhistas. As concessionárias Global e Eucatur são as principais devedoras. Segundo a procuradora, atrasos no pagamento dos benefícios acontecem há cerca oito anos na capital.

Pagamento

Conforme o dirigente da empresa Global, Rosano Conte, um parcelamento das dívidas com funcionários foi realizado junto à Caixa Econômica Federal. “Fizemos o pagamento de entrada, o segundo subsídio e amanhã terá mais um parcelamento”, disse Conte.

“Vimos a boa fé da Gloval em querer se regularizar e garantir o pagamento desses atrasos. Esperamos que isso sirva de exemplo às outras empresas. Só que precisamos da assinatura do Sinetram para legitimar esse acordo”, finalizou a procuradora Alzira Melo. Se o acordo for descumprido pela empresa Global, o MPT poderá acionar a Justiça no caso.

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