Terça-feira, 21 de Maio de 2019
AVALIAÇÃO

Greve: resposta dos professores sobre contraproposta sai na sexta-feira (10)

Categoria se reuniu com o governador Wilson Lima nesta terça-feira (7). O executivo estadual manteve a proposta de 4,74% de reajuste



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Foto: Divulgação
07/05/2019 às 20:33

Após uma longa reunião a portas fechadas na tarde desta segunda-feira (7), o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) e o Sindicato de Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) receberam a proposta do governador Wilson Lima (PSC) e devem dar uma resposta nesta sexta-feira (10) sobre o fim ou não da greve que já dura 23 dias. O executivo estadual manteve a proposta de 4,74% de aumento salarial.

Além disso, o governador propôs reavaliação do valor auxílio-localidade, reavaliação da concessão de vale-transporte a professores com carga horária de 40 horas e reavaliação do valor do auxílio-alimentação.

 Uma comissão foi formada e a partir desta terça-feira deve começar a fazer os estudos e planejamento financeiro sobre as propostas.

“O pleito dos professores é um pleito muito justo entendendo que a categoria está há muito tempo sem essa valorização, alguns pontos que há décadas os professores estão encaminhando pra resolver. Temos limitações financeiras e orçamentárias, como foi colocado nesta reunião, e temos um percentual que deve ser a correção dos últimos 12 meses da inflação. Estamos trabalhando alguns pontos para que a gente possa encontrar algum tipo de compensação e possa estudar de que maneira vamos fazer isso, inclusive estabelecendo valores e prazos”, frisou Wilson Lima.

“No outro momento também vamos discutir a questão do plano de saúde, para ampliar aos professores do interior”, completou o governador.

 A presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, disse que a reunião foi satisfatória e que aguardará por uma resposta concreta. “Entendemos que essa comissão poderá ter um bom êxito para que possamos decidir sobre a questão da greve. A greve aconteceu, foi inevitável, mas nós como categoria da educação entendemos que greve não é bom pra ninguém. Queremos voltar para as salas de aula e com a cabeça erguida, entendendo que o governo fez por onde para respeitar e valorizar o profissional da educação”, afirmou.

A reunião aconteceu ontem na sede do Governo, localizada no bairro Compensa, Zona Oeste. Do lado de fora, um grupo de professores reforçava a pressão e chegaram a fechar a Avenida Brasil algumas vezes. A conversa iniciou por volta das 15h e teve fim quase 19h. 

Os professores da rede estadual de ensino pediam o reajuste salarial de 15%, sendo 3,93% referentes à reposição da inflação e 9,6% à perda do poder de compra no período de 2015 a 2018.

Repórter de A Crítica

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