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Manaus
Conscientização

Grupo ajuda e orienta família de pessoas com Alzheimer em Manaus

Encontro é realizado a cada 15 dias para informar e preparar familiares para lidar com a doença 26/09/2016 às 05:00
Silane Souza Manaus (AM)

Nesta segunda (25), a partir das 17h, no Parque do Idoso, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul, um grupo de apoio vai abrir uma reunião a famílias de pessoas com diagnóstico da Doença de Alzheimer (DA), para que elas possam buscar informações a respeito da doença e de como lidar com ela. O encontro é promovido a cada 15 dias pela Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) Regional Amazonas. Geriatras, psicólogos e fisioterapeutas são alguns dos profissionais que estarão presentes para acolher os visitantes. 

“Nesse grupo o familiar que tem diagnóstico da Doença de Alzheimer em casa pode receber acolhimento, orientação e encaminhamentos”, afirma a presidente da ABRAz Regional Amazonas, Stella Torres. Ela conta que conviver com uma pessoa com DA é algo extremamente delicado porque são vários os sintomas. “Não é só a perda da memória. Com o tempo, o doente não tem mais iniciativa para fazer as atividades e passa a ser um dependente”, revela. 

No último fim de semana, a ABRAz promoveu, no Parque do Mindu, bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul, a “Caminhada da Memória”. O evento foi realizado na manhã de sábado para conscientizar a população sobre a Doença de Alzheimer e alertar para a importância do diagnóstico precoce. “A DA não tem cura, mas tem tratamento que melhora significamente a qualidade de vida da pessoa que sofre de Alzheimer e também de seus familiares e cuidadores”, frisa Stella.

A atividade física é outro fator que ajuda tanto no combate quanto no tratamento da doença, que atinge principalmente pessoas a partir de 60 anos, conforme explica a presidente da ABRAz Regional Amazonas. “A atividade física é um dos hábitos saudáveis de prevenção do Alzheimer. Nós sabemos que a DA não tem cura, mas se nós tivermos hábitos saudáveis, como a prática regular de atividade física, a tendência é que não se adquira ou que se retarde o aparecimento da doença”, garante Stella.

De acordo com o professor de educação física Raimundo Araújo, a atividade física, conforme relatos científicos, além de melhorar a memória, ajuda a pessoa a ter independência física e mental. “A atividade física, especialmente, para os nossos idosos é extremamente importante para que eles possam ter autonomia. Mas ao mesmo tempo em que se trabalha o corpo, também se deve trabalhar a mente para que o idoso envelheça com qualidade”, ressalta o professor.

Blog

Wilson Lobato, 74 anos, aposentado

"Em 2011, minha mãe foi diagnosticada com a Doença de Alzheimer. Eu era leigo, não sabia de nada da doença, cheguei a ficar desesperado porque ela repetia muito as mesmas perguntas, foi quando procurei o grupo de apoio da ABRAz para saber mais sobre o Alzheimer e como lidar com a mamãe. Foram quatro anos de luta. Ela passou pelas quatro fases da doença. Na última, quando chegava perto dela, ela perguntava quem eu era. Eu dizia que era o filhão dela e ela respondia que não era, pois não tinha me parido. Mas eu levava na esportiva, sempre brincando ou bagunçando com ela, como a médica havia me recomendado. Ela entrou na quarta fase no dia 11 de novembro do ano passado e, no dia 27 do mesmo mês, veio a falecer. Não foi fácil. O conselho que eu dou para quem vive essa situação é: tenha muita paciência e procure se informar”.

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