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Manaus
Direitos sociais

Grupo de mulheres em Manaus organiza ato contra o governo Michel Temer

No próximo domingo (22), às 16h, no Largo São Sebastião, mulheres vão criticar a subtração de direitos sociais nas áreas da educação, saúde e cultura e reclamar a “falta de legitimidade e representatividade” da gestão Temer 18/05/2016 às 18:04 - Atualizado em 19/05/2016 às 11:33
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Vinicius Leal Manaus (AM)

Um grupo de mulheres está organizando para o próximo domingo (22), em Manaus, um protesto contra o governo Michel Temer, programado para acontecer no Largo São Sebastião, no Centro. O objetivo é reivindicar direitos sociais subtraídos após reformas feitas pelo presidente interino e para criticar a “falta de legitimidade e representatividade” da gestão.

“A iniciativa começou com uma discussão entre algumas mulheres que se conheciam em Manaus. Percebemos que havia uma insatisfação quanto ao novo governo”, explicou a professora Renata Targino, 27, uma das organizadoras. Segundo ela, a gestão Temer vem retirando direitos sociais nas áreas da saúde, educação e cultura. Outra organizadora do protesto é Alessandrine Silva.

Entre as críticas está a extinção do Ministério da Cultura e a adesão dessa pasta ao Ministério da Educação – que causaria escassez de recursos e políticas públicas para a área –, e também a recente declaração do novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, sobre futuros cortes no setor e possível diminuição do acesso da população ao Sistema Único de Saúde (SUS), direito garantido na Constituição de 1988.

Outro fato reclamado por elas é a ausência de mulheres no governo de Temer, que nomeou apenas homens brancos para serem ministros e retirou a participação feminina dos trabalhos. “Somos contra declarações e atitudes machistas do Temer, como a nomeação dos ministros, com a explicação de que essas nomeações eram por mérito e não por gênero”, disse Renata.

O ato público intitulado “Mulheres contra o golpe Amazonas” está marcado para as 16h do domingo e se assemelha à manifestação realizada também por mulheres na cidade de São Paulo no domingo passado, que levou milhares de pessoas às ruas da capital paulista para protestar contra o governo Temer.

As organizadoras do protesto em Manaus já criaram um grupo na rede social WhatsApp para debater o conteúdo da manifestação, e que em menos de 24 horas chegou a 300 membros. Um evento também foi criado por elas no Facebook, com o nome “Mulheres contra o golpe Amazonas”, com 300 confirmações. Nesta quinta-feira (19) haverá uma reunião no Largo para combinar detalhes do ato.

Sem partido

As organizadoras do protesto informaram também que o ato é apartidário e é organizado por mulheres desvinculadas de partidos políticos.  “É uma iniciativa apartidária e se decidiu que não se deveria levar bandeiras de partido pro ato, mas claro que não tem como evitar que levem”, disse Renata Targino. Um grupo de mulheres do ESAT/UEA (Escola de Artes da Universidade Estadual do Amazonas) fará um intervenção artística no local.

"Reafirmamos que não temos ligação com nenhum movimento ou entidade estudantil e discordamos da maneira com a qual o jornal abordou esta questão. Todos são bem-vindos, inclusive estudantes. Mas não não estamos preocupadas com quantidade, caçando adesão de ninguém. Prezamos pela qualidade do protesto e o queremos pacífico e ordeiro, como o concebemos", explicou em nota, no Facebook.

Segundo Renata, todas as pessoas são bem-vindas e livres para participar do evento, mas ressalta que todos devem respeitar as deliberações da coordenação deste ato

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