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Manaus
EDUCAÇÃO

Grupo de professores cobra repasses do Fundeb e transparência do prefeito Artur

Um dos organizadores do movimento afirmou que a escolha da data foi pra sinalizar que há, entre os servidores municipais, insatisfação com a postura do prefeito 27/10/2017 às 21:16 - Atualizado em 27/10/2017 às 21:21
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Foto: Divulgação
Lívia Anselmo Manaus (AM)

Um grupo de professores realizou um protesto cobrando os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) ao prefeito de Manaus, Artur Neto, na noite desta sexta-feira (27). Reunidos em frente à Arena da Amazônia, na Avenida Constantino Nery, Zona Centro-Sul de Manaus, onde a Prefeitura de Manaus realiza uma festa em homenagem ao dia do servidor público, os professores acusam Artur de não repassar a verba para a categoria e de não ser transparente com a aplicação dos recursos do Governo Federal.

Um dos organizadores do movimento, o professor Kennedy Pinheiro, afirmou que a escolha da data e ocasião foi pra sinalizar que há, entre os servidores municipais, insatisfação com a postura do prefeito e também em relação à aplicação do Fundeb. “Nós não temos o que comemorar. Enquanto a Prefeitura investe em festa, nós ficamos sem o dinheiro que era nosso. Ele nos chamou de criminosos”, contou.

Funcionário da rede municipal de ensino há 5 anos, Kennedy lembrou que o grupo de professores não concorda com Artur. Segundo o prefeito, o Fundeb será destinado a pagar progressão e tempo de serviço dos servidores, o que deve gerar um aumento anual nos salários dos professores e pedagogos de 5,3 mil a 15 mil.

Além disso, os professores cobram transparência nesses processos e questionam a utilização de R$ 98,2 milhões do fundo pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) para pagamento de fornecedores. À reportagem, Kennedy disse que a manifestação era simbólica, mas que eles esperavam chamar a atenção do vice-prefeito de Manaus e secretário municipal de Infraestrutura, Marcos Rotta, que estava no evento.

Não houve tumulto no local. Segundo Kennedy, os seguranças apenas pediram para que o grupo não atrapalhasse a entrada e a saída.

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