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Manaus
Polêmica

Grupo de ‘rolezinho’ ou 'moto passeio' quer o sambódromo

Organizador dos moto-passeios espera por resposta de Leonel Feitoza, diretor-presidente do Detran-AM 17/02/2017 às 05:00
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De acordo com Alan Delon, do grupo “26 da Norte AM”, se o espaço for oferecido o grupo aceitará de bom grado, assim como os demais espaços públicos (Foto: Divulgação)
Silane Souza Manaus (AM)

Um grupo de motociclistas rebateu a informação do diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito Estadual do Amazonas (Detran-AM), Leonel Feitoza, de que o Centro de Convenções de Manaus (Sambódromo) foi oferecido para a categoria realizar o “moto passeio” evento classificado pelo órgão como “rolezinho”. De acordo com os motoqueiros, até teve uma reunião entre os envolvidos em 2015, mas nunca houve retorno por parte de Leonel Feitoza.

Conforme um dos diretores da ‘26 da Norte AM’, Alan Delon, o que ficou acertado na reunião ocorrida em julho de 2015 foi que haveria outro encontro onde seriam definidos os espaços para a realização dos eventos, mas isso nunca aconteceu. “O Leonel ficou de disponibilizar até ambulância e paramédicos para quando fôssemos promover os passeios só que de lá pra cá nunca tivemos retorno e não conseguimos mais conversar com ele. Tentamos marcar essa reunião, mas até agora não fomos atendidos”, disse.

Com isso, Alan destacou que o grupo não consegue regularizar o “moto passeio”. Mesmo assim, os organizadores enviam ao Detran-AM e a Polícia Militar ofícios solicitando liberação das vias e apoio dos órgãos para manter o controle durante o evento, visto que em média 400 motoqueiros participam das ações. “Conversamos com o Detran para fazer a blitz antes do passeio começar para que só saísse legalizado e o trajeto fosse acompanhado por batedores, mas isso também não foi aceito até agora”, afirmou.

Ao contrário, o motociclista relatou que a fiscalização é feita após o início do passeio e os agentes do Núcleo de Operações Especiais de Trânsito (Neot) chegam atirando bombas de efeito moral, sprey de pimenta e derrubando motoqueiros como se todos fossem irregulares, o que não é verdade, conforme ele. “Tem famílias e amigos que passam o mês todo trabalhando e no último domingo do mês promovem um encontro para conversar. É lógico que se o sambódromo tivesse sido oferecido nós tínhamos aceitado”, garantiu.

Alan Delon disse ainda que desde 2010 motociclistas se reúnem para passear de moto. No início, os eventos eram desorganizados. Havia pilotos sem capacetes, motocicleta sem retrovisores, entre outras infrações de trânsito, mas em 2013, os grupos se reuniram para colocar regras. “Nós tentamos ter o máximo de controle possível, cobramos capacete, retrovisor, que o pessoal não faça manobra na rua. Mas é meio que impossível tomar conta de todo mundo. Por isso solicitamos apoio dos órgãos”, evidenciou o integrante da ‘26 da Norte AM’.

'Convite está aberto'
O diretor-presidente do Detran-AM, Leonel Feitoza, reafirmou que ofereceu o sambódromo para os motociclistas promoverem seus passeios, mas eles é que não deram retorno. “Nós pedimos que eles trouxessem o cronograma com a data dos eventos e a relação das motocicletas e dos pilotos devidamente habilitados que iriam participar para podermos disponibilizar o espaço, a segurança e o aparato de ambulância e corpo de bombeiros, mas eles não trouxeram. Eles nunca voltaram. Mas o convite que nós fizemos está de pé”, declarou.

Feitoza destacou que a prática do “moto passeio” ou “rolezinho” não é proibida desde que seja realizado em local adequado, com uso de todos os equipamentos de segurança e autorização prévia dos órgãos de trânsito. Do contrário, é uma versão do “racha” sobre duas rodas e, igualmente, uma infração gravíssima de trânsito, punida com a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), apreensão do veículo e obrigatoriedade do curso de reciclagem para o condutor flagrado cometendo esse tipo de infração, além de multa de quase R$ 2 mil.

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