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Grupo de trabalho fará monitoramento da qualidade do ar na Região Metropolitana

Oito instituições compõem o grupo que fará a medição da quantidade real de poluentes e nível de toxidade dos gases na atmosfera em Manaus e nos municípios da RMM 22/06/2016 às 18:22 - Atualizado em 22/06/2016 às 18:24
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Em outubro do ano passado, a capital amazonense ficou mais de 15 dias encoberta por uma densa fumaça oriundas de queimadas na Amazônia. Foto: Márcio Silva/Arquivo AC
acritica.com Manaus (AM)

Um grupo de trabalho (GT) estadual foi criado nesta quarta-feira, 22, para fazer o monitoramento da qualidade do ar de Manaus e da Região Metropolitana. A formalização foi realizada com a assinatura de um termo de cooperação na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), na Zona Centro-Sul de Manaus. Oito instituições compõem o grupo que fará a medição da quantidade real de poluentes e nível de toxidade dos gases na atmosfera da região. As informações são da assessoria da Sema.

A iniciativa é estratégica para a execução do “Plano de prevenção, controle e combate às queimadas” do Governo do Estado, que será permanente. Diariamente, o GT emitirá boletins sobre as condições da qualidade do ar, o que será fundamental para adotar medidas preventivas em setores prioritários como a Saúde, segundo explica o titular da Sema, Antonio Stroski. “No caso das queimadas, será possível identificar as áreas afetadas por fumaça e alertar os órgãos competentes para as devidas providências”, destacou Stroski.

O plano de trabalho do grupo deve ser executado em três anos com início das operações conjuntas em 2017. A base do GT será concentrada na Sala de Situação da Sema, onde já é feito o monitoramento via satélite de focos de calor, velocidade dos ventos, pluviosidade, entre outros. O grupo pretende operar com uma rede de seis estações de medição da qualidade do ar. A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) já tem duas em operação, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) tem uma, e as outras três devem ser adquiridas por meio de projeto que será submetido para captação de recursos e aprovação do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema).

No entanto, algumas empresas que atuam em Manaus e possuem estações de monitoramento da qualidade do ar para atender aos critérios de licenciamento do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) também devem colaborar fornecendo dados.

Integração - O grupo é formado pela Sema, que coordena os trabalhos, Ipaam, UEA, Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Ufam, Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), além das secretarias municipais de Meio Ambiente e Sustentabilidade, e Saúde, Semmas e Semsa, respectivamente. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), além da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapeam) e a Eletrobras Amazonas Energia são parceiros do projeto.

“As estações são automatizadas e fornecerão dados em tempo real para a emissão de boletins que serão compartilhados entre os órgãos parceiros. O GT oficializa a integração das instituições que hoje atuam de forma isolada no monitoramento do ar e concentra os dados na Sala de Situação da Sema. Essa iniciativa será de grande importância para evitar impacto na saúde da população”, destacou secretário adjunto da Sema, Luiz Andrade.

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