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Grupo ocupa terreno público em que funcionava escola na Zona Leste de Manaus

Invasores querem justificar a ação ilegal dizendo que as pessoas não têm casa própria por isso precisam invadir 22/02/2016 às 12:11
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Invasores aproveitaram a limpeza do terreno e ocuparam o espaço
hellen miranda ---

O local onde funcionava a Escola Municipal Júlia Barjona Labre, no São José, Zona Leste de Manaus foi invadido na manhã de ontem por um grupo de moradores do bairro. Uma obra desenvolvida para a Copa de 2014, o monotrilho, passaria pela escola, que foi demolida para a implantação do projeto BRT 704, mas até hoje nada foi feito.

No momento da ação, uma equipe da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) estava fazendo a limpeza do terreno. De acordo os invasores, assim que terminarem de limpar, a área será demarcado pelas famílias.

"Já passou o tempo de construir qualquer coisa e muitas famílias precisam de casa, por isso estamos aqui”, disse a desempregada Ruth Barroso, que pretende ficar com um pequeno lote. Outro pessoa que também invadiu o local, diz que “só queremos um terreno para morar, muitas vezes tiramos comida da boca dos filhos para pagar aluguel, enquanto tem esse local sem uso”.

Os moradores do bairro relatam ainda que o terreno é alvo constante de assaltos, estupros e mortes. “Por está abandonado há anos, só traz problemas para a comunidade. Se o poder público não tem planos para o local, então que deixe para a população”, afirma Elenildo Lima, morador há mais de 30 anos no São José.

De acordo com o representante do projeto "Mãe Amiga", Tadeu Pereira, os moradores que invadiram e demarcaram o terreno público, deverão aguardar até o próximo dia 5 de março. “Nessa data ficou acertado com o prefeito a inauguração do projeto que visa implantar aulas de zumba, capoeira, jiu- jitsu, além de recreações para as crianças e para a terceira idade da comunidade”, afirma. Ainda segundo ele, caso o poder público não cumpra com o acordo, não poderá impedir que o grupo construa no local.  

Escola será reconstruída

Procurada a falar sobre o terreno a Secretaria Municipal de Educação (Semed) esclareceu que há um projeto de reconstrução da escola na área e que os detalhes da construção está em posse da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), que confirmou a existência da obra, mas dará mais informações do andamento do projeto nesta segunda-feira.

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