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Manaus
CENTRO

Manifestantes protestam em Manaus contra reformas da Previdência e Trabalhista

Ao todo, o ato unificado das centrais sindicais e movimentos sociais reuniu cerca de mil manifestantes 10/11/2017 às 19:04 - Atualizado em 10/11/2017 às 19:08
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Foto: Márcio Silva
Larissa Cavalcante Manaus (AM)

Trabalhadores amazonenses aderiram ao Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações e protestaram nesta sexta-feira (10) contra as reformas do governo de Michel Temer. O ato foi em repúdio à Reforma Trabalhista, que passa a vigorar a partir deste sábado (11), e à Reforma da Previdência, ainda em tramitação. Os manifestantes também protestaram contra o congelamento por 20 anos dos investimentos públicos previsto na Emenda Constitucional (EC) 95/17.

Ao todo, o ato unificado das centrais sindicais e movimentos sociais reuniu cerca de mil manifestantes, segundo a organização do protesto, que saíram da Praça da Polícia, no Centro, em caminhada rumo à Avenida Eduardo Ribeiro até a Praça do Congresso.

Pontos da nova legislação trabalhista, com mais de cem novas regras que vão mudar os contratos e as relações de trabalho, foram criticados durante o protesto. Segundo os manifestantes, a nova lei deve prejudicar os trabalhadores.

“É um dia de indignação da população brasileira trabalhista, desempregada e empregada contra o desmonte dos direitos sociais nesse País. Uma parte desse desmonte que vai entrar em vigor amanhã é a reforma trabalhista que a pretexto de gerar empregos vai diminuir e retirar empregos, além também do arrocho salarial”, afirmou o professor do departamento de filosofia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), José Alcimar.

Os manifestantes reivindicaram ainda a revogação da Emenda Constitucional (EC) 95/17, que congela por 20 anos os investimentos públicos. “O sentimento é de indignação porque são direitos que os trabalhadores estão perdendo. A educação e a saúde serão extremamente prejudicadas com o congelamento dos gastos. Todos os trabalhadores sem exceção serão atingidos direta e indiretamente”, disse a professora do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Ana Cássia, 53.

Também participaram da manifestação a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores Brasileiros (CTB), Central Sindicalista Brasileira (CSB) e Central Sindical e Popular/Conlutas.

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