Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019
Denúncia de crimes

Grupos de WhatsApp aproximam moradores e a Polícia Militar nos bairros de Manaus

Pelo aplicativo de mensagens instantâneas, comunitários pedem reforço no policiamento e denunciam crimes em tempo real, gerando uma resposta imediata da polícia



portal_01.JPG Moradores, comerciantes e até gestores de escolas acionam a PM através dos grupos de WhatsApp (Foto: Evandro Seixas)
10/08/2016 às 17:24

Conversar com amigos, família e colegas de trabalho através do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp se tornou algo corriqueiro e por vezes necessário no dia a dia de muita gente. Pela ferramenta é possível se comunicar rapidamente, e nos grupos de chat o compartilhamento de informações pode atingir um número bem maior de destinatários.

E porque não usar esse app também para faze alertas e avisos sobre segurança pública e aproximar a comunidade da Polícia Militar? É o que vem acontecendo pelos bairros de Manaus: por quase toda a cidade são mantidos nos smartphones grupos de WhatsApp entre policiais militares, moradores, comerciantes e gestores de escolas para denunciar crimes e pedir reforço no policiamento.



“Nos grupos as denúncias são respondidas imediatamente. Recentemente uma moradora foi assaltada, levaram o celular dela, e prontamente eles localizaram e prenderam a moto e os assaltantes. Antes a gente usava o 190, e demorava muito porque ainda iam acionar a viatura. Agora é mais rápido. O comandante e os tenentes estão lá presentes”, disse o líder comunitário Luís Carlos Fernandes, do conjunto Canaranas, Cidade Nova, Zona Norte.

Naquela área o policiamento é feito por PMs da 6ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). “Mantemos vários grupos. Tem do Canaranas, outro do Manôa, do Boas Novas. É uma forma de passar informações mais rapidamente. Sempre tem um morador que fica observando a casa do outro e sabe quem são as pessoas diferentes, suspeitas, que não moram ali. Eles nos acionam e deslocamos viatura. É também um termômetro para saber onde tem mais índice de roubo e aumentamos o policiamento”, explicou o comandante da 6ª Cicom, capitão Wallasson Lira.

Escolas

E não são só comunitários que acionam a PM pelos aplicativos de WhatsApp. No bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, os policiais da 14ª Cicom mantém contato direto com diretores de escolas em um grupo exclusivo para eles. “No meu setor tem muito colégio e resolvi fazer um só com gestores de escolas. Acho fundamental a segurança dos alunos”, explicou o tenente Tavares Vieira, da 14ª Companhia.

A gestora Aline Cristina Mateus, diretora da Escola Municipal Arthur Engracio da Silva, na comunidade Nova Floresta, Jorge Teixeira, confirma a facilidade de denunciar pelo WhatsApp. “É como se fosse um rádio comunicação. Eles nos atendem o tempo inteiro. Uma vez uma aluna nossa estava sendo seguida, eu coloquei no grupo e uma viatura passou lá. Só eles no local espantam os bandidos”, disse.

Comércios

Num dos pontos comerciais mais movimentados da cidade, o conjunto Vieiralves, bairro N. S. das Graças, Zona Centro-Sul, os proprietários de estabelecimentos também recebem apoio da PM pelo aplicativo de conversas. “Começamos a perceber como os comerciantes não tinham nenhum contato com a polícia e decidimos criar o grupo”, disse Adlinez Moreno, da Associação dos Empresários do Vieiralves.

Um exemplo da eficiência da ferramenta ocorreu no início deste mês, quando um bando assaltou uma agência bancária dos Correios na rua João Valério, uma das principais do Vieiralves. A Polícia Militar foi informada antes através dos grupos. “As informações chegam bem mais rápido”, completou Adlinez. Hoje, já são quatro grupos lotados de comerciantes e moradores do conjunto, além a PM, cerca de 1 mil pessoas conectadas.


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